Novo ministro da cultura sul-coreano entra na discussão sobre isentar ou não BTS do serviço militar: 'é um dever sagrado'

O novo ministro da Cultura Esportes e Turismo da Coreia do Sul, Park Bo-gyoon, comentou, nesta segunda-feira, a polêmica no país envolvendo isentar ou não os integrantes do BTS do serviço militar, de forma que o benefício dado a músicos clássicos e atletas renomados também fosse aplicado aos cantores de música pop. Na Coreia do Sul, o alistamento é obrigatório a todos os homens aptos.

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Para Park, a opinião pública é o fator mais importante para essa tomada de decisão, informou a agência de notícias Yonhap News.

— O serviço militar é um dever sagrado — afirmou Park em sua primeira reunião com repórteres desde que assumiu o cargo de ministro da Cultura em maio. — Segundo, o BTS aumentou a conscientização mundial sobre a cultura coreana e melhorou muito a imagem da marca coreana e, terceiro, devemos encontrar um equilíbrio entre campos de arte pura e cultura pop. Acho que a opinião pública é importante, acima de tudo, embora devamos refletir estes três factores.

O antecessor a Park, Hwang Hee, havia demonstrado, no início de maio, poucos dias antes da posse do novo governo, seu apoio à aprovação da emenda à Lei do Serviço Militar, que propõe serviços alternativos ao alistamento para artistas da cultura popular de grande renome mundial, como é o caso do BTS. Essa medida é vista, portanto, como uma forma de contemplar o septeto, formado por RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook, por causa do impacto positivo que o grupo leva para a imagem do país, bem como pelos retornos econômicos que provoca. Em comunicado emitido em 4 de maio, Hwang Hee reforçou o lado de quem defende a implementação do novo sistema, cobrando uma decisão favorável da Assembleia Nacional "o mais rápido possível”.

Uma estimativa do Instituto de Pesquisa da Hyundai, divulgada em 2018, indicou que o BTS gerou um efeito econômico de 4,14 trilhões de wones (R$ 16,4 bilhões) para a economia sul-coreana anualmente.

Pela lei atual, o cantor Jin, integrante mais velho do BTS, deverá se alistar em dezembro, quando completa 30 anos.

Os membros do BTS já comentaram sobre o serviço obrigatório e disseram que veem com naturalidade cumpri-lo.

— Como um coreano, isso é natural, e um dia, quando o dever chamar, estaremos prontos para responder e dar o nosso melhor — disse Jin, em entrevista à "CBS" em abril de 2019.

BTS foi o primeiro grupo de K-pop indicado ao Grammy e competiu por dois anos seguidos na categoria de melhor performance pop de duo ou grupo. Em 2021, concorreu com sua primeira música em inglês "Dynamite", que marcou uma conquista inédita da Coreia do Sul no topo da Hot 100, parada musical da Billboard. E, em 2022, BTS foi nomeado ao Grammy pelo sucesso "Butter", que passou 10 semanas em primeiro lugar na Hot 100. “Butter” também conquistou duas semanas no primeiro lugar na Billboard Global 200, e cinco no topo da Billboard Global Excl. EUA.

Após seu último lançamento, o álbum antológico "Proof", BTS anunciou que focará agora em atividades solo, sem que isso signifique um hiato do grupo, conforme a Big Hit Music explicou em e-mail enviado ao GLOBO. Os membros Jungkook e J-Hope já divulgaram novidades, como a parceria com o cantor americano Charlie Puth na canção "Left and right" e o single "More", respectivamente. Além disso, J-Hope divulga seu álbum "Jack in the box" nas plataformas digitais no próximo dia 15. Ele também é uma das atrações principais do festival Lollapalooza nos EUA, com apresentação marcada para o dia 31.

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