Novo ministro da Justiça escolhe coronel da PM para a Secretaria Nacional de Segurança Pública

JULIA CHAIB
*ARQUIVO* ANANINDEUA, PA, 27.01.2020 - Ronda da Força Nacional em bairros na periferia de Ananindeua, no Pará, que faz parte do programa Em Frente, Brasil, do governo federal. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O novo ministro da Justiça, André Mendonça, decidiu substituir o general Guilherme Theophilo, secretário nacional de Segurança Pública, e escolheu nomear para o cargo o coronel da Polícia Militar Carlos Alberto de Araújo Gomes.

Theophilo era o único secretário remanescente da gestão de Sergio Moro, que deixou o cargo no último dia 24. Mendonça, ex-advogado-geral da União assumiu o ministério na semana passada.

Gomes, que entrará no lugar do general, é comandante da PM de Santa Catarina e preside o CNCG (Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares).

O policial é próximo de aliados de Bolsonaro, como o chefe da Secretaria Geral, Jorge Oliveira.

A troca na Secretaria Nacional de Segurança Pública foi definida em reunião na tarde desta terça (5). Gomes marcou a troca de comando na PM de Santa Catarina para o dia 8 de maio.

Desde o ano passado, Gomes tem articulado junto ao governo uma proposta de Lei Orgânica da PM que, para a classe, garantiria mais autonomia diante de governadores.

Especialistas em segurança pública elogiam a escolha por julgarem que o policial tem conhecimento sobre o setor e tem mais traquejo político, o que poderá facilitar a interlocução com outras políticas.

"Na atual geração de policiais da ativa, Araujo Gomes é um dos mais preparados. Só espero que sua gestão seja menos isolacionista do que o Moro, que tinha excluído as PM", diz o presidente do Fórum Nacional de Segurança Pública, Renato Sergio de Lima.

"Se for agregador, ouvir todas as polícias ele terá boas chances de fazer uma gestão que enfim faça a Senasp funcionar plenamente", continua Lima.

O futuro secretário deverá encontrar resistência entre policiais civis, segundo pessoas ligadas a ele, que não gostam da ideia de serem comandados por um policial militar.

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