Novo ministro de Minas e Energia diz que vai lutar por redução de tarifas no país

O novo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que irá “lutar” pela redução das tarifas de eletricidade do país. Ao assumir o cargo nesta segunda-feira, o senador pelo PSD, em fim de mandato, defendeu o aumento da capacidade de refino de derivados de petróleo no país.

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— No setor elétrico, nossas maiores batalhas serão no campo da modicidade tarifária e da efetiva universalização da energia de qualidade, limpa e sustentável. Precisamos exterminar a miséria elétrica. Vamos trabalhar para concluir o programa Luz Para Todo (voltado para universalização do acesso à energia). Temos que lutar com afinco pela redução das tarifas de forma ampla, estrutural e duradoura. E também garantir a tarifa social de energia elétrica — disse o ministro.

Numa cerimônia concorrida no auditório do Ministério de Minas e Energia, Silveira disse que o planejamento do setor não pode errar, sob pena de o país viver sob risco de apagão — como foi em 2021, por conta da seca na região das hidrelétricas.

No setor de petróleo, Silveira disse que será necessário implementar um modelo de preço para os combustíveis que “preserve o consumidor da volatilidade dos preços”.

O presidente Lula é um crítico da política de preços da Petrobras, que hoje leva em conta o dólar e o preço do barril de petróleo no mercado internacional.

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— É muito díficil explicar para o povo brasileiro que somos o paraíso dos biocombustíveis, que temos a riqueza do pré-sal, mas que ele ficará inevitavelmente à mercê dos preços das commodities internacionais — disse.

Ele afirmou que a Petrobras terá papel central na expansão do refino, e citou o senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado para o comando da estatal. Prates estava presente na cerimônia e já disse que vai rever a política de preços.

— É urgente ampliarmos e expandirmos nossas refinarias. Nesse ponto, a Petrobras terá papel central na expansão, conduzindo o processo e induzindo a adesão de outros agentes.

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O Brasil importa hoje cerca de 30% do diesel e menos de 10% da gasolina.

Ele anunciou ainda que irá criar uma secretaria para transição energética, ao tomar posse no cargo.

— Vamos criar a Secretaria Nacional de Transição Energética, dedicada exclusivamente para estruturar as políticas públicas necessárias para colocar o Brasil como líder mundial em energia limpa.

Mineiro (ele tentou a reeleição para senador, mas não conseguiu), Silveira citou as tragédias com as barragens de Brumadinho e Mariana e disse que vai investir recursos e esforços na fiscalização “ferrenha” de barragens de mineração para evitar que desastres como esses possam acontecer.

— Haverá incentivo à mineração artesal e em pequena escala, sempre cuidando da responsabilidade ambiental — disse.

Natural de Belo Horizonte, o ministro tem 52 anos de idade, é formado em Direito, foi delegado da Polícia Civil-MG, deputado federal e está no fim do mandato de senador. Silveira foi diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no primeiro mandato de Lula.

Ele suplente de Antonio Anastasia, que renunciou para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). Assim, ele se tornou o titular do mandato.