Novo remédio contra a covid? Anvisa autoriza estudos clínicos da proxalutamida

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Close-up of a transparent bottle with scattered pills on a gray background
Medicamento não tem comprovação científica até o momento, mas estudos começarão a ser feitos em diversos países do mundo (Foto: Getty Images)
  • Anvisa autorizou estudo clínico para avaliar se proxalutamida é eficaz e segura contra a covid-19

  • No Brasil, pesquisa será 50 participantes, em Roraima e em São Paulo

  • Estudo está sendo patrocinado pela empresa Suzhou Kintor Pharmaceuticals

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (19) a realização de um estudo clínico para avaliar o uso de um medicamento contra covid-19: a proxalutamida.

O objetivo do estudo é verificar se o remédio é seguro e eficaz na redução da infecção viral causada pelo coronavírus e no processo inflamatório que pode ser provocado pela doença. Segundo a Anvisa, o estudo será de fase 3, randomizado, duplo-cago, com grupo controle com placebo.

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No Brasil, serão 50 voluntários, sendo 12 em Roraima e outros 38 em São Paulo.

A pesquisa será patrocinada pela empresa Suzhou Kintor Pharmaceuticals, sediada na China. O estudo também será feito em outros países, como Alemanha, Argentina, África do Sul, Ucrânia, México e Estados Unidos.

A proxalutamida é um remédio anti-androgênico, usado no tratamento de cânceres relacionados a testosterona.

Nesta segunda-feira, Marcelo Queiroga comentou sobre a possibilidade do uso do medicamento. “Está no início dessas pesquisas, precisa se estudar mais para verificar primeiro sua segurança, segundo sua eficácia. A partir daí, ser considerada para o tratamento”, disse o ministro da Saúde.

“É necessário estudar antes. Depois que se estuda, aí passa a ser avaliado pelas agências, a indústria solicita das agências a autorização para uso. E, a partir daí, quando os estudos confirmam, passa a ser usada para o tratamento. Nesse momento, o que precisamos é acelerar nossa campanha de vacinação e é o que temos feito.”

Mesmo sem qualquer eficácia comprovada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) endossou o uso do medicamente no tratamento da covid-19.

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