Novo revés judicial para Trump: 'Campanha não pode ganhar esta demanda'

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sai da Casa Branca em 27 de novembro de 2020

Um tribunal federal rejeitou nesta sexta-feira (27) as denúncias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as últimas eleições foram injustas e se recusou a deixar em suspenso a vitória de Joe Biden no estado-chave da Pensilvânia.

Em uma dura revisão dos argumentos da campanha do presidente republicano, que afirma que "foi roubado" na eleição de 3 de novembro, três juízes do tribunal de apelação indicaram de forma unânime que a equipe de Trump não apresentou queixas ou evidências genuínas para apoiar sua tese.

"As acusações de injustiça são graves. Mas dizer que algo foi injusto não significa que seja injusto", afirmou o tribunal.

Neste recurso de uma decisão de primeira instância, a campanha de Trump alegou discriminação.

“Mas esta alquimia não pode transmutar chumbo em ouro”, respondeu o tribunal.

Este é o mais recente de uma série de reveses sofridos pela campanha de Trump em todo o país, que não conseguiu convencer nenhum tribunal de que a derrota nas urnas foi resultado de fraude.

No entanto, Trump continua a duvidar da validade da vitória de seu rival democrata Joe Biden e na quinta-feira insistiu em que houve "fraude".

Na semana passada, um tribunal da Pensilvânia rejeitou os argumentos do advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, de que milhões de votos deveriam ser rejeitados devido a uma suposta fraude.

Na terça-feira, o governo da Pensilvânia certificou oficialmente os resultados e a campanha de Trump apelou no tribunal federal para paralisar o processo. Mas o tribunal de apelação indicou que a campanha de Trump não tinha nada de substantivo para argumentar.

“Essas acusações são vagas”, disseram os juízes. “Nunca se argumentou que alguém tratou a campanha de Trump ou os votos pior do que a campanha de Biden”, acrescentou.

Com a liderança consolidada de Biden no voto popular e no colégio eleitoral, o tribunal alertou que um recurso ao Supremo Tribunal Federal não levaria a lugar nenhum.

"A campanha já foi para o litígio e perdeu na maioria dessas questões", disse o tribunal. "Não pode ganhar esta demanda", acrescentou.

No entanto, Jenna Ellis, uma das advogadas da equipe de Trump, anunciou no Twitter que haverá apelação da decisão.

"A máquina judiciária ativista na Pensilvânia continua a encobrir alegações de fraude em massa. Vamos ao SCOTUS!", disse, referindo-se à Suprema Corte dos Estados Unidos.

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