Novo trecho de ciclovia no Engenho do Mato começa a ser construído em 2023

Quem colocou entre as metas para 2023 a prática de exercícios mais frequentes pode ter um incentivo para incluir a bicicleta como aliada. A prefeitura de Niterói prevê iniciar este ano a construção dos dois quilômetros restantes para conclusão da ciclovia do Engenho do Mato, na Região Oceânica. Também devem ser concluídas este ano as instalações de ao menos outras quatro ciclovias.

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O novo trecho no Engenho do Mato parte da Avenida Irene Lopes Sodré, na altura da Rua 87, e vai até a Rua Honduras. Em outubro de 2022, foi concluído o primeiro trecho da ciclovia no bairro. O trajeto, de um quilômetro, vai do trevo onde fica o quartel dos Bombeiros de Itaipu até a entrada do Condomínio Ubá Floresta, na Avenida Irene Lopes Sodré.

Ainda para 2023, a prefeitura também prevê a a finalização das obras das ciclovias da Avenida Francisco da Cruz Nunes, da Estrada de Itacoatiara e da Avenida Matias Sandri, em Itacoatiara. Em Camboinhas, será feita a implantação da ciclovia da Avenida Florestan Fernandes e a requalificação da ciclovia da Avenida Carlos Nelson. Estão previstas também obras de requalificação do Circuito Universitário no Ingá e em São Domingos e a ampliação da ciclovia na Estrada Caetano Monteiro, em Pendotiba.

Para o prefeito Axel Grael, é importante que as ciclovias tenham a função de auxiliar na mobilidade urbana. Os constantes engarrafamentos são um problema crônico de Niterói e motivo de frequentes reclamações entre os moradores.

— A ampliação da malha cicloviária é parte do planejamento para tornar a mobilidade urbana cada vez mais democrática, inclusiva e sustentável. As ciclovias que estão sendo implantadas trarão ganhos imensos no dia a dia da população local, dos turistas e visitantes. É importante notar que são ciclovias de ligação entre bairros, ou seja, a maioria das pessoas usa para se deslocar para os seus compromissos, utilizando a bicicleta como uma solução efetiva para a mobilidade urbana — afirma.

A ciclovia do Engenho do Mato integra o lote 1 do sistema cicloviário da Região Oceânica, que contempla também a Almirante Tamandaré, a Acúrcio Torres e toda a orla de Piratininga, entre outras vias, totalizando 21 quilômetros de obras. O sistema consiste na implantação e requalificação de 60 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, além de bicicletários fechados, paraciclos e requalificação urbana.

A ampliação da malha cicloviária da cidade parece ser uma demanda e uma carência da população. Um levantamento feito pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta em parceria com a ONG Transporte Ativo, divulgado no início do mês passado, indica que o número de ciclistas transitando nas principais vias da cidade quadruplicou nos últimos anos.

De acordo com a pesquisa, nas Avenidas Roberto Silveira e Amaral Peixoto, por exemplo, por onde em 2015 passavam, respectivamente, 1.084 e 880 ciclistas por dia, foi registrada, eem 2022, a marca de 4.273 e 3.099 ciclistas.

Segundo a prefeitura, na Avenida Marquês de Paraná, via que liga Icaraí ao Centro, já passam mais de 750 bicicletas por hora no horário de pico, fazendo dela uma das ciclovias mais movimentadas do país.

Ainda de acordo com a prefeitura, somando as vias já entregues dos chamados lote 1 e lote 2, a cidade conta atualmente com 65 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Mais de 14 mil usuários estão cadastrados no Bicicletário Arariboia, primeira unidade pública e gratuita deste porte no país, situada no Centro.