Novo trem turístico que liga Itu a Salto, no interior de SP, começa a operar em dezembro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O interior de São Paulo ganhará uma nova opção de turismo ferroviário no mês que vem. Em 21 de dezembro, a rota Itu-Salto será aberta para o público. Trata-se de um trajeto de 7,6 quilômetros, que deve ser feito em cerca de uma hora, operado pela Serra Verde Express (serraverdeexpress.com.br), companhia paranaense que já explora o trajeto entre Curitiba e Morretes. Por causa da pandemia do novo coronavírus, o percurso no interior paulista começará operando com metade de sua capacidade máxima de passageiros. "Temos também um sistema de desinfecção dos vagões por nebulização, e um esquema para o preparo das plataformas. Todo o cuidado necessário", diz Adonai Aires de Arruda, diretor-presidente da Serra Verde. A empresa planeja, ainda, restaurar um imóvel que pertencia à Estrada de Ferro Sorocabana, mais ou menos na metade do percurso, e instalar ali uma estrutura gastronômica com um pequeno museu ferroviário. Isso, porém, deve ocorrer em meados do segundo semestre de 2021. Quando puder operar plenamente, a composição, também chamada de Trem Republicano, pela história da região na passagem de Império para República, poderá levar até 140 passageiros, divididos entre três carros. O preço varia de acordo com o vagão escolhido. No mais barato, chamado convencional, o trecho sai por R$ 70. No intermediário, o turístico, R$ 87,40, e, no vagão boutique, que é pet-friendly e pode levar até dez animais de estimação, R$ 101. Mediante cadastro, moradores de Itu e Salto podem ter descontos de até 50%. O turista pode comprar o ingresso avulso ou consultar a empresa para pacotes que envolvem outras atividades, como visita a parques e passeios culturais ou gastronômicos, além da viagem em si. De segunda a quinta-feira, haverá duas viagens; às sextas, três (uma noturna), e aos sábados, quatro (uma noturna). De acordo com Arruda, a Serra Verde pretende atrair 80 mil passageiros para o trajeto no primeiro ano de operação. A ideia é que o número chegue a 100 mil em cinco anos.