Novos atrasos prejudicam circulação de ônibus na zona leste de SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A SPTrans acionou o sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) na manhã desta sexta-feira (11) para atender passageiros que utilizam as linhas de ônibus da empresa Metrópole, em bairros na zona leste de São Paulo.

Trinta e cinco linhas da empresa sofreram atrasos desde as 4h35 desta sexta por causa de uma assembleia de motoristas e cobradores realizada na garagem. O motivo seriam atrasos nos pagamentos a trabalhadores, segundo o sindicato da categoria.

De acordo com a SPTrans, isso aconteceu sem aviso prévio e prejudicou a população.

A empresa será autuada pelas viagens que não foram realizadas.

A frota de ônibus começou a ser liberada às 5h40, mas houve reflexos até que todos os ônibus chegassem aos pontos iniciais das viagens. Por isso foi necessário acionar o Paese.

As linhas afetadas atendem bairros como A.E. Carvalho, Penha e Itaquera.

Na quarta-feira (9), a operação de 33 linhas de ônibus do transporte coletivo de São Paulo foi afetada no início da manhã por manifestações ocorridas em duas garagens da empresa Sambaíba Transportes Urbanos, localizadas na zona norte da cidade.

As linhas de ônibus afetadas atendem à região central e a bairros como Santana, Tucuruvi, Casa Verde e Horto Florestal, na zona norte.

Em nota, o SindMotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) informou que foram realizadas assembleias nas garagens da Sambaíba "em virtude de demissões indevidas, além de atitudes desrespeitosas que teriam, segundo trabalhadores, partido por diretores da empresa".

O comunicado relatou ainda que, diante dos atrasos na saída dos veículos, os diretores do sindicato foram chamados para uma reunião com a empresa. "Aproveitamos para reivindicar o pagamento da PLR, que até agora não foi definido. A falta de cumprimento por parte das empresas de ônibus em São Paulo poderá acarretar em uma nova paralisação na cidade", disse Nailton Francisco de Souza, presidente do sindicato.