Novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem a 793.000

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Esta foto de arquivo de 4 de setembro de 2020 mostra uma construção em Miami, Flórida.

Os novos pedidos semanais de seguro-desemprego nos Estados Unidos, um indicador das demissões, caíram ligeiramente para 793.000, um nível que permanece alto, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (11).

Na semana encerrada em 6 de fevereiro, os pedidos caíram 19.000 em relação aos níveis da semana anterior, que foram revisados para cima pelas autoridades.

O número está acima das expectativas dos analistas, que esperavam cerca de 750 mil novos pedidos.

A crise induzida pelo novo coronavírus atingiu em cheio o mercado de trabalho nos Estados Unidos e, apesar de uma recuperação em relação às piores semanas de março e abril, esse indicador continua bem acima dos recordes de um ano atrás, quando foram registrados 204 mil pedidos.

O fraco declínio da semana passada indica que a reativação da economia não conseguiu melhorar o nível de emprego.

“De um modo geral, um número extraordinariamente elevado de pessoas continua dependente da ajuda governamental, o que é um indicador do stress que sofre o mercado de trabalho”, afirmou a economista Rubeela Farooqi, da consultoria HFE.

Este cenário impulsiona um novo plano de alívio para a economia proposto pelo governo Joe Biden, que precisa da aprovação dos republicanos no Congresso.

Na quarta-feira, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, alertou que o mercado de trabalho levará anos para se recuperar, observando que a taxa de desemprego de 6,3% esconde mais danos, já que muitas pessoas pararam de buscar atividades remuneradas.

De acordo com o último relatório mensal de emprego, a economia criou apenas 49.000 empregos em janeiro.

Por outro lado, na semana encerrada em 23 de janeiro, o número total de beneficiários do seguro-desemprego subiu para 20,4 milhões.

Nos Estados Unidos - o país mais afetado pela covid-19, com mais de 471.575 óbitos - a recuperação avança junto com o controle da pandemia.

Nas últimas semanas, alguns estados flexibilizaram suas restrições permitindo, por exemplo, jantares em restaurantes em preparação para a comemoração do dia 14 de fevereiro, prenuncio de uma possível melhora nos indicadores.

Para a Oxford Economics, "o estímulo fiscal adicional e uma taxa de vacinação mais alta irão eventualmente permitir que o mercado se recupere, mas como os dados de janeiro mostraram, as condições atuais são bastante fracas".

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