Novos residenciais têm foco na sustentabilidade

Com a sustentabilidade na ordem do dia, cada vez mais incorporadoras e condomínios adotam medidas para preservar o meio ambiente. Além de irrigação automatizada de canteiros e jardins, iluminação com lâmpadas de LED, criação de hortas e processos de compostagem caseiros, alguns lançamentos já contemplam bicicletas e carros compartilhados, sistemas de reúso da água ou o tratamento de esgoto por biorremediação, que é menos poluente.

Na avaliação do gerente de Condomínios da Apsa, Edgar Poschetsky, o grande desafio atual é evoluir nas questões ligadas a governança, meio ambiente epessoas (a chamada ESG, na sigla em inglês), principalmente em função das crises hídrica e energética que o país atravessa.

— Entre as demandas mais urgentes estão o aumento do uso de energia solar e de lâmpadas de LED, captação de água de chuva, coleta seletiva, hortas comunitárias e redução do uso de papel. Para se viver bem, será preciso mudar a forma como os condomínios são geridos —sugere Poschetsky.

Nesse contexto, o Ilha Pura, da Carvalho Hosken, destaca-se na adoção de medidas sustentáveis, que resultaram em cinco certificações importantes: Aqua Bairros, Aqua Edifícios, Hqe Bairros, Hqe Edifícios e Leed ND. Todas estão relacionadas ao conjunto de medidas que incluem desde estação de tratamento de águas cinzas até captação e reúso de águas da chuva, passando pelo aquecimento de água via sistema solar, telhado verde em todas as torres e espaços para segregação de resíduos.

— Os benefícios para os moradores e para o meio ambiente são muitos, e todos têm a ganhar. Um dos destaques é o parque de 72 mil metros quadrados com diversos itens de lazer que estimulam as pessoas a ter uma vida mais saudável — observa a gerente de Incorporação da Carvalho Hosken, Talitha de Abreu Ribeiro.

Jardins suspensos

Nos empreendimentos que não têm espaço grande o suficiente para permitir tais medidas, vale a criatividade. O Jardim Botafogo, parceria da Performance e do Opportunity Imobiliário, por exemplo, conta com um “espaço floresta”: jardins suspensos com plantas nativas da flora carioca, que formam um verdadeiro bosque privativo para os moradores. O residencial valoriza ainda um item cada vez mais procurado em casas e apartamentos: o paisagismo nativo.

— As pessoas estão deixando de lado as espécies exóticas para investir em um paisagismo de inspiração tropical — conta a paisagista Ana Veras, que estreou este ano no Casa Cor assinando um jardim “com experiência de floresta”.

Ana explica que a pandemia fez as pessoas entenderem que paisagismo pode ser muito mais do que um elemento decorativo, e que até na sala de casa pode-se ter uma pitangueira ou uma jabuticabeira.

— O paisagismo com espécies nativas garante um ar mais selvagem e tropical, além de atrair a fauna local. Quer coisa melhor do que acordar com o canto dos pássaros? — indaga.

Para Eduardo Cruz, sócio da Itten Incorporadora, a integração do paisagismo à arquitetura não é apenas um detalhe para embelezar o empreendimento. Na onda de sustentabilidade, os compradores querem viver em residenciais que sejam sustentáveis e que exibam esse encantamento pela natureza em áreas comuns.

— O verde, a vegetação e o paisagismo valorizam muito o empreendimento. Eles ajudam a dar uma cara de casa ao prédio, uma cara de vida. O ambiente fica mais saudável — observa.

Dos sete empreendimento da Itten, os quatro últimos tiveram um forte investimento em verde, mesmo em prédios pequenos. Para Cruz, apesar do desafio de se fazer um jardim ou uma horta em residenciais com espaço limitado, essa atenção ao meio ambiente éuma tendência sem volta.

— Estamos estudando formas para ter pomar ou horta nos nossos futuros empreendimentos. Os compradores cada vez mais demandam esses espaços — informa.

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