Nubank anuncia seu primeiro lucro da história; saiba quanto foi

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Representation of cryptocurrency and Nubank logo displayed on a phone screen are seen in this illustration photo taken in Krakow, Poland on August 17, 2021. (Photo by Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images)
Representation of cryptocurrency and Nubank logo displayed on a phone screen are seen in this illustration photo taken in Krakow, Poland on August 17, 2021. (Photo by Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images)
  • Lucro líquido foi de R$ 76 milhões no primeiro semestre no Brasil;

  • Banco se prepara para abertura de capital na Nasdaq;

  • Empresa segue sendo atrativa aos investidores internacionais, mesmo sem grandes lucros.

O Nubank, a maior fintech brasileira, anunciou na última quarta-feira que teve o maior lucro de sua história. Segundo dados divulgados pela empresa, que foi fundada em 2018, no primeiro semestre deste ano, o lucro líquido foi de R$ 76 milhões no Brasil. O valor será utilizado para reinvestimento em novos produtos e serviços e não será distribuído aos acionistas, informou o banco em publicação em seu blog.

Segundo se especula no mercado e foi informado em reportagem de “O Globo”, o Nubank se prepara para oferecer suas ações na Nasdaq, a bolsa americana de empresas de tecnologia, com expectativa de captar US$ 3 bilhões. O IPO (sigla em inglês para “initial public offering”) deve acontecer em breve.

Em 2020, o negócio havia dado prejuízo de R$ 230 milhões, após perdas de R$ 312 milhões no ano anterior. O lucro se deve ao volume financeiro movimentado pela massa de cartões da fintech, que corresponde ao todo 41 milhões de clientes, segundo dados do banco em junho, e que acabou por gerar R$ 92 bilhões de movimentação ao Nubank.

Em suas demonstrações financeiras, o Nubank justificava os números vermelhos como parte de sua estratégia de crescimento. E mesmo com o lucro mantém a estratégia de continuar investindo em seu crescimento, em ações como a da compra da investidora Easyinvest, que acabou por ser a incursão da marca no mercado de investimentos, em setembro de 2020.

"Já comentamos antes, mas não custa reforçar: o prejuízo é uma decisão, e por isso esperado como parte da estratégia de crescimento no momento. Escolhemos investir na empresa, nas pessoas e no desenvolvimento de novas tecnologias para continuar entregando a melhor experiência aos nossos clientes", justificava a fintech.

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Vale ressaltar que os dados se constituem apenas com os negócios realizados no Brasil, através da Nu Pagamentos e suas subsidiárias no país e não contabilizam os negócios realizados no México e na Colômbia, onde a empresa também está presente com seus negócios.

Especialistas afirmam que mesmo sem apresentar números positivos, o Nubank continua sendo atrativo aos investidores pelo potencial de crescimento. Este ano, até o primeiro semestre, a fintech obteve US$ 1,15 bilhão (aproximadamente R$ 6,08 bilhões) em recursos, maior captação feita por uma fintech na América Latina.

Desse total, pelo menos US$ 750 milhões (aproximadamente R$ 3,9 bilhões), vieram da Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett. Com esse aporte, o Nubank foi avaliado com valor de mercado de R$ 152 bilhões, colocando a instituição entre os cinco maiores bancos do país.

Essa equivalência aos grandes bancos provocou críticas da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) em setembro passado. A instituição, que representa os grandes bancos, publicou em uma rede social que "o Nubank, que tem cara, porte, produtos e até nome de banco, prefere não se dizer banco, mas cobra juros mais altos dos seus clientes do que a média dos cinco ou 10 grandes bancos brasileiros", escreveu a Febraban no post.

A crítica aconteceu depois que a Zetta, associação fundada pelo Nubank, Mercado Pago e Google, publicou em seu perfil trechos de uma reportagem do jornal Valor Econômico com o título "Tarifas dos grandes bancos saltam acima da inflação durante a pandemia".

Segundo a postagem da Febraban, na última semana de agosto, a taxa média do juro do cartão rotativo do Nubank era de 291,67% ao ano, maior que a média dos 5 maiores bancos, de 271,68%". A Febraban citou dados do Banco Central. À época, o Nubank optou por não se manifestar sobre a publicação da Febraban.

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