Número de candidatos que têm ensino superior e pós aumenta nestas eleições

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Por Giorgia Cavicchioli

A porcentagem de candidatos que têm maior escolaridade aumentou de 2014 para 2018. De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que foram atualizadas até o dia 22 de agosto de 2018, houve um aumento de 13,5% de candidatos que têm ensino superior ou pós-graduação. O percentual dos candidatos que completaram até o ensino fundamental diminuiu em 10,2% e o dos que têm ensino médio aumentou em 3%.

Leonardo Secchi (PSB), que tem pós-doutorado, passou pelas universidades de Harvard e Barcelona e é professor de ensino superior. Leonardo concorre, em 2018, ao cargo de deputado estadual por Santa Catarina e conta que sua vida sempre foi dentro da academia.

“Minha trajetória sempre foi com vistas de me tornar professor e pesquisador. Só que chega uma hora que você nota que a formação é importante, mas a aplicação na pratica é ainda mais”, explica Secchi.

Ele afirma que é essencial que estudiosos tirem as ideias do papel. “Sempre fui um professor que estimula os alunos a fazerem parte da política. Aí eles chegaram e me falaram ‘professor, você incentiva e tu não vai fazer nada?’ É um chamado para arregaçar as mangas”, diz.

Esse chamado para a vida pública veio de forma diferente para o advogado Fabricio Cobra (PSDB). Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), ele tem mestrado em direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e estudou economia na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), mas entrou para a política e hoje é candidato à deputado federal por São Paulo.

“Fiquei quatro anos no governo de São Paulo. Entrei como assessor da Casa Civil em 2014 para fazer assessoria jurídica do governador (Geraldo Alckmin). Depois, ele me colocou como secretário adjunto da Casa Civil e continuei fazendo essa parte jurídica para o governo”, conta o candidato.

Segundo ele, isso foi importante para ele entender como funciona todo o contexto do governo. Após isso, ele assumiu como secretário de Turismo em São Paulo. O candidato diz que sua formação o ajudou na entrada para o mundo da política pública.

Formada em administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Natalie Unterstell (Podemos) é candidata à deputada federal pelo Paraná e também acredita que sua trajetória acadêmica a fez se interessar pela vida na política.

Ela explica que enquanto estava fazendo seu mestrado em Harvard, ouviu de algumas pessoas que ela não deveria voltar para o Brasil devido à crise. Porém, ela afirma que decidiu voltar para tentar ajudar a melhorar a situação do País. “Acho que a gente precisa de mudança de verdade”, diz.

Coordenadora da primeira agência estadual de política de baixo carbono, e diretora da área de desenvolvimento sustentável na Presidência da República, Natalie tem como uma de suas plataformas a sustentabilidade.