Numero de telefone mostrado na série 'Round 6' existe, e o dono da linha recebe 4 mil ligações por dia

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RIO — O misterioso cartão de visita que os personagens da série sul-coreana "Rould 6" recebem como isca para se arriscarem num jogo aterrorizante contém um número de telefone celular que realmente existe. Mas sua exposição acabou trazendo muita dor de cabeça para o proprietário da linha, morador da província de Gyeonggi. O homem, na faixa dos 40 anos, contou à emissora "MBC", no último dia 24, que passou a receber cerca de 4 mil ligações por dia. A princípio, não sabia o motivo para tanta pertubação, pois ele não conhecia ainda a produção da Netflix, que tornou-se um fenômeno mundial desde que que estreou no dia 17. No Brasil, o título ocupa nesta semana a primeira posição entre os mais vistos da plataforma de streaming. O dono do número de telefone só descobriu o que estava acontecendo quando um dos interlocutores lhe falou sobre o cartão de visita exibido na série.

Ligações de madrugada

Segundo o homem, praticamente todas as ligações são de pessoas dizendo que gostariam de paricipar do jogo, e não há um horário certo para tal, podendo ouvir o celular tocando até mesmo de madrugada. O incômodo também ocorre por uma enorme quantidade de mensagens de texto e fotos. O que os fãs da série não sabiam, contudo, é que o número dado aos personagens foi escolhido ao acaso, não fazendo parte da promoção de "Round 6".

De acordo com o jornal "Hankook Ilbo", a Netflix informou que os produtores do K-drama já entraram em contato com o homem para buscar uma solução para o problema das milhares de ligações.

O dono da linha telefônica explicou que precisa manter o mesmo número pois está com ele há dez anos, sendo um contato importante por estar vinculado a seu empreendimento. A mulher dele também está sofrendo com o incômodo e, diante de tanto estresse, passou a usar medicação para conseguir dormir.

Presidenciável oferece R$ 456 mil pelo número

O caso repercutiu na Coreia do Sul e um político que almeja ser presidente vem chamando atenção por ter oferido 100 milhões de wones (R$ 456 mil) para possuir o polêmico número de celular. Chefe honorário do Partido Nacional Revolucionário, Huh Kyung-young, que anunciou em agosto sua candidatura à presidência, postou a oferta em rede social no último domingo.

"Ouvi dizer que o dono do número de telefone mostrado em um cartão de visita no 'Squid Game' (nome da série fora do Brasil) está sofrendo sérios danos com trotes. Gostaria de comprar o número por 100 milhões de wones", escreveu ele.

Cresce consumo de K-dramas no Brasil durante a pandemia

Na medida em que o K-pop ganha espaço no Ocidente, também cresce o alcance da Hallyu, como é chamada a onda cultural sul-coreana, estimulada tanto por grandes empresas do entretenimento quanto pelo governo. Mas além da música, a influência da Coreia do Sul também aparece em outras áreas, como gastronomia, tecnologia da informação, moda e beleza, cinema e, algo bastante comum na era do streaming: séries, normalmente chamadas de doramas quando são produzidas em países do leste-asiático.

Uma pesquisa do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, realizada em 18 países pela Fundação Coreana para Intercâmbio Cultural Internacional entre setembro e novembro de 2020, mostrou o Brasil como o terceiro local onde mais cresceu a audiência pelos dramas coreanos, em comparação com o período anterior à pandemia. Em primeiro lugar ficou a Malásia e, em segundo, a Tailândia. Depois do Brasil, aparecem os Emirados Árabes Unidos e Taiwan.

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