'Nunca se viu tanta gente passando fome na rua', diz Lula

Lula afirmou, nas redes sociais, que 'nunca se viu tanta gente dormindo na rua' e 'pais e filhos' com fome 'pedindo comida'. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
Lula afirmou, nas redes sociais, que 'nunca se viu tanta gente dormindo na rua' e 'pais e filhos' com fome 'pedindo comida'. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para falar sobre o aumento do número de pessoas passando fome no Brasil.

Nesta segunda-feira (1º), o candidato ao Palácio do Planalto afirmou que “nunca se viu tanta gente dormindo na rua”, além de “pais e filhos” pedindo comida”. Segundo o petista, isso ocorre enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) “não demonstra sentimento”.

“O povo brasileiro está passando por algo que nunca passou. Nunca se viu tanta gente dormindo na rua. Pais e filhos na rua com cartazes pedindo comida, enquanto o presidente não demonstra sentimento. É hora de cuidarmos de novo do nosso povo. Boa noite”, escreveu o presidenciável.

A declaração de Lula encontra fundamentação no Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, de junho deste ano, a fome segue avançando no país e já atinge 33,1 milhões de pessoas.

No Brasil de 2022, apenas 4 em cada 10 domicílios conseguem manter acesso pleno à alimentação – ou seja, estão em condição de segurança alimentar. Os outros 6 lares se dividem numa escala, que vai dos que permanecem preocupados com a possibilidade de não ter alimentos no futuro até os que já passam fome.

De acordo com o 2º Inquérito, em números absolutos, são 125,2 milhões de brasileiros que passaram por algum grau de insegurança alimentar. É um aumento de 7,2% desde 2020, e de 60% em comparação com 2018.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

Apesar dos números, em junho, o presidente Jair Bolsonaro (PL) ignorou os dados referentes à fome no país durante discurso na Cúpula das Américas e destacou a capacidade do país de “garantir a segurança alimentar” do restante do mundo.

“O Brasil alimenta um bilhão de pessoas. Garantimos a segurança alimentar de um sexto da população mundial. Uma realidade: sem o nosso agronegócio, parte do mundo passaria fome. O Brasil não apenas evitou uma crise alimentar ao garantir acesso à fertilizantes, mas também desempenhou um papel de liderança na busca de soluções em busca da segurança alimentar”, declarou o mandatário em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Neste mês, o Governo Federal aumentou para R$ 600 o valor do Auxílio Brasil, programa substituto ao Bolsa Família, criado durante o governo petista. Além disso, mais 2,2 milhões de famílias foram incluídas na política de transferência de renda. Contudo, a medida é vista como eleitoreira, visto que o aumento do valor do benefício ocorreu no ano em que Bolsonaro busca a reeleição.

Inicialmente, a proposta do governo federal previa que o piso seria pago somente até dezembro deste ano. Todavia, em maio deste ano, o Presidente sancionou lei que garante o benefício de forma permanente no valor de R$ 400. Ainda está em discussão se o novo valor será mantido, e o aumento segue somente até o fim de 2022.

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