'Nunca vi essa rejeição na rua', diz Crivella, rejeitado por 62% dos eleitores

ITALO NOGUEIRA
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou neste domingo (15) que não sentiu nas ruas a rejeição de cerca de 62% dos eleitores detectada pelo Datafolha em pesquisa divulgada neste sábado (14). Ele afirmou que o índice não afetará sua votação porque, segundo ele, a maioria dos que o rejeita votará branco, nulo ou não comparecerá. "Nunca vi essa rejeição na rua. Está errado? Pode ser que não esteja. Mas está longe de ser a verdade. É meramente matemático. Mas se for ver, essas pessoas são [adeptas do voto] branco, nulo ou não comparecem", disse Crivella, após votar numa escola municipal na Barra da Tijuca (zona oeste). O prefeito afirmou que conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro num eventual segundo turno, apesar do aliado ter chamado o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), líder nas pesquisas, de "bom gestor". "Ele chamou de bom gestor porque não tinha as informações", disse Crivella. Ele também deu sinais do mote que deve usar num eventual segundo turno contra Paes para atacar a imagem de "bom gestor" do adversário. "Bom gestor é quem escolhe secretário que não rouba e não é preso", afirmou, em referência ao ex-secretário de Obras da gestão Paes, Alexandre Pinto, que confessou ter recebido propina e implicou o ex-prefeito no esquema de corrupção. Crivella tinha 18% das intenções de votos válidos neste sábado (14),segundo pesquisa do Datafolha. Paes liderava com 40%. Em terceiro estavam Martha (PDT), com 13%, e Benedita (PT), com 10%. O atual prefeito, contudo, também sofre com investigações sob suspeita de corrupção. Ele foi alvo de busca e apreensão em operação do Ministério Público do Rio de Janeiro.