Nunes faz ataques indiretos a Haddad, critica imprensa e faz promessas em inauguração de UPA

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.11.2021 - O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), durante o congresso anual do MBL (Movimento Brasil Livre), no Museu da Imigração, na capital paulista. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.11.2021 - O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), durante o congresso anual do MBL (Movimento Brasil Livre), no Museu da Imigração, na capital paulista. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Durante inauguração de um equipamento de saúde na zona norte da cidade de São Paulo nesta segunda-feira (22), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) criticou a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que ficou à frente do cargo entre os anos de 2013 e 2016.

Na maior parte dos 20 minutos do seu discurso durante a inauguração da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) City Jaraguá, Nunes destilou críticas indiretas à gestão de Haddad, sobretudo em dois pontos: o de UPAs construídas e também o de unidades habitacionais entregues.

"A gente teve lá naquela situação daquele prefeito que geriu essa cidade de 2013 a 2016, haviam três UPAs na cidade. Três. De 2017 para cá é que foram feitas as 16 UPAs. E lembrando que só nesse ano cinco e vamos entregar mais três", afirmou.

Ele prometeu ainda 15 novas UPAs até o final do seu mandato, em 2024.

Em outro momento, Nunes fez comparações com os números de unidades habitacionais construídas na gestão do petista e das gestões do ex-prefeito João Doria e Bruno Covas (ambos do PSDB, este último morto em maio deste ano), além da sua.

"Esse prefeito que ficou na cidade entre 2013 e 2016, ele fez 5.500 unidades habitacionais. A gestão de 2017 até 2020 fez 25 mil. Nós vamos construir 49 mil unidades habitacionais", disse.

Em momento algum de sua fala Nunes citou o nome de Haddad. Porém, não poupou provocações após citar os números. "Dá para perceber a diferença entre o discurso e a prática? É muita diferença. Muita", disse.

Procurado para comentar o assunto por intermédio de sua assessoria de imprensa, Haddad informou em nota que "o atual ocupante da prefeitura perdeu a capacidade de discernir".

"Haddad foi prefeito até o dia 31 de dezembro de 2016. Depois de quase cinco anos, tendo deixado dinheiro em caixa e renegociado a dívida da cidade, sem qualquer prurido ou conexão com a realidade, o atual ocupante da prefeitura investe contra uma administração que deixou sua marca indelével na cidade, inclusive tendo iniciado as obras de todas as UPAs, todos os hospitais-dia, todos os hospitais gerais e todos os CEUs entregues de 2013 até hoje, além de ter viabilizado a produção de mais de 100 mil habitações de interesse social", informa Haddad, em nota.

A assessoria de Haddad também criticou a queda nos investimentos da atual administração e o aumento da quantidade de pessoas em situação de rua. "Ao invés de mentir, o atual prefeito deveria dedicar atenção aos 40 mil moradores em situação de rua. O triplo do que havia em 2016", informa a nota.

Nunes fez autoelogios à sua administração. "É uma revolução que a cidade está tendo", disse em seu discurso.

Apesar dos ataques velados à Haddad e das promessas, ele disse que se sentia tranquilo em poder conversar com a plateia sobre esse assunto já que as eleições só serão em 2024.

"Então a gente pode dialogar em pensar na cidade, em pensar naquilo que vai ser bom para cada um de nós. O que nós queremos? Nós queremos uma saúde melhor. Nós queremos que tenha uma gestão que cuide das pessoas, que cuide da habitação, da saúde, da educação", afirmou.

O prefeito de São Paulo também disse ser vítima de fake news e de notícias erradas.

"Nós temos um desafio enorme. Todos os dias a gente tem que vencer as fake news, todos os dias a gente tem que vencer uma matéria plantada errada", disse.

Sem citar a fonte, ele afirmou que um jornal publicou uma reportagem dizendo que ele aumentaria a taxa da Cosip (Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública). "Quanta idiotice", afirmou, a respeito da reportagem. "Se vocês olharem a matéria que saiu no jornal, vocês vão falar, esse Ricardo Nunes é um crápula", disse, ressaltando que não haverá aumento de arrecadação.

Ele afirmou que o projeto de lei que estabelece taxa de luz mais cara para quem gasta mais, com valores de R$ 1 a R$ 570 para residências, deve ser votado nesta terça-feira (23) pela Câmara de Vereadores.

A UPA City Jaraguá tem previsão de realizar 15 mil atendimentos ao mês. Ela é uma unidade com atendimento 24 horas e tem um total de 24 leitos.

O local oferece serviços de urgência e emergência em clínica médica, pediátrica, ortopédica, cirúrgica, odontológica e exames laboratoriais. Ao todo, 402 profissionais da saúde vão trabalhar no local, que possui 1,9 mil metros quadrados de área construída.

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