Nutricionista presa por saques milionários em esquema de agiotagem exibia viagens luxuosas; veja

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RIO - A nutricionista Raiane Gonçalves Campelo, apontada como operadora financeira de um grupo de agiotagem capitaneado por um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal, não apenas efetuava saques milionários para o esquema ilícito como também ostentava uma vida luxuosa em suas redes sociais, conforme a investigação. Presa em operação que desarticulou a organização criminosa nesta terça-feira, ela exibia viagens a locais paradisíacos, a exemplo do chefe do grupo, o policial Ronie Peter Fernandes da Silva.

Segundo as apurações, Raiane é proprietária de uma loja de suplementos que movimentava quantias bem superiores ao que era declarado. O negócio era usado para lavar dinheiro oriundo dos juros cobrados pelo sargento da PM. As informações foram dadas inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmadas pelo GLOBO.

A nutricionista também seria responsável por realizar saques de R$ 500 a R$ 900 mil diretamente no caixa, de acordo com o delegado André Luís da Costa e Leite, coordenador da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais da Polícia Civil do Distrito Federal (Corpatri/PCDF). O montante era levado para a casa dela e usado para empréstimo a juros abusivos.

Em suas redes sociais, onde mesclava publicações profissionais relacionadas à nutrição com outras em momento de lazer, Raiane não escondia os passeios internacionais e nacionais a destinos paradisíacos, entre eles Malta e Cancún, na costa mexicana.

Raiane está entre os sete detidos nesta terça-feira no âmbito da Operação S.O.S Malibu, que cumpriu 15 mandados judiciais em Vicente Pires, Taguatinga e São Paulo. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF).

Até esta publicação, a reportagem não localizou a defesa da nutricionista. O espaço segue aberto a manifestação.

Segundo as investigações, o sargento da PM Ronie Peter é apontado como líder da organização criminosa que praticava agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. O grupo era voltado ao empréstimo de dinheiro a juros abusivos e cobrava os valores mediante ameaças. Durante as cobranças, o bando tomava veículos e exigia a transferência de imóveis dos endividados, de acordo com as apurações.

A investigação revela que os valores da agiotagem eram ocultados por meio da aquisição de veículos de luxo, registrados em nome de terceiros, bem como por meio de quatro empresas de fachada, sediadas em Águas Claras e Vicente Pires.

Somente nos últimos seis meses, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 8 milhões. Também adquiriu oito veículos da marca Porsche, cada um com valor aproximado de R$ 1 milhão, nos últimos dois anos.

Três Porsches e uma BMW/X4, avaliados em R$ 3 milhões, foram apreendidos durante a operação de hoje. Também foram bloqueadas sete contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. Os mandados de prisão, busca domiciliar e apreensão e sequestro foram expedidos pelo juiz da Vara Criminal de Águas Claras.

Entre os detidos, também está o irmão do sargento da PM, o empresário Tiago Fernandes da Silva. Ele é outro apontado como um dos chefes da organização criminosa, cuja estrutura era hierarquizada e baseada na divisão de tarefas, conforme as investigações.

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