Nvidia buscará aprovação da UE para acordo de US$54 bi com Arm, dizem fontes

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Por Foo Yun Chee e Ann Maria Shibu

BRUXELAS/BENGALURU (Reuters) - A Nvidia deve buscar aprovação antitruste da União Europeia para a aquisição de 54 bilhões de dólares da designer britânica de chips Arm no início do mês que vem, em meio a expectativas de que os reguladores do bloco lancem uma investigação em larga escala após uma revisão preliminar, afirmaram pessoas familiarizadas com o assunto.

A maior fabricante mundial de chips gráficos e de inteligência artificial anunciou o negócio da Arm no ano passado, provocando uma reação imediata na indústria de semicondutores.

A Arm tem sido um player neutro no licenciamento de propriedade intelectual importante para clientes que são rivais intensos, incluindo Qualcomm, Samsung Electronics e Apple.

No entanto, a Nvidia disse que conseguiu o apoio dos clientes da Arm Broadcom, MediaTek e Marvell, de acordo com uma apresentação em seu site.

Um pedido de aprovação do acordo à Comissão Europeia dará início a uma revisão preliminar de 25 dias úteis. É improvável que a Nvidia ofereça concessões durante este período, disseram as fontes, o que então levará a uma investigação de 90 dias úteis em larga escala da UE.

Fontes disseram à Reuters em junho que a Nvidia pode não conseguir cumprir o prazo de março de 2022 para fechar seu negócio devido à relutância dos reguladores europeus em considerar o caso até depois das férias de verão.

"Esta transação será benéfica para a Arm, seus licenciados, a concorrência e a indústria. Estamos trabalhando no processo regulatório e esperamos entrar em contato com a Comissão Europeia para tratar de quaisquer preocupações que possam ter", disse a Nvidia.

A Arm não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

A Arm, atualmente de propriedade da SoftBank Group do Japão, é uma importante empresa de semicondutores globais, um setor fundamental para tecnologias de inteligência artificial e computação quântica a redes de telecomunicações 5G. Seus designs alimentam quase todos os smartphones e milhões de outros dispositivos.

(Reportagem de Ann Maria Shibu, Bhargav Acharya e Anirudh Saligrama em Bengaluru)

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