O avanço da Shein no Brasil

Depois de incomodar varejistas locais, o aumento da penetração do e-commerce de moda chinês Shein chama agora a atenção de analistas de bancos brasileiros. Nos últimos dias, relatórios tentaram dar a dimensão do seu crescimento junto a consumidores locais.

Segundo cálculo do UBS-BB, o aplicativo da chinesa atingiu seu pico de downloads no Brasil em junho, abocanhando uma fatia de mais de 55% entre os aplicativos de lojas de vestuário. No começo do ano, sua participação era de 40%. A segunda concorrente em downloads é a Renner e está muito longe: pouco mais de 10%. Em termos de tráfego, é claro, a Shein está atrás de rivais estabelecidas no país, mas diminuindo a distância.

Influenciadores

Já o BTG Pactual, que calcula que a Shein já fature R$ 2 bilhões por ano no Brasil, mostra que seu número de downloads foi de 23,5 milhões em 2022 por aqui. O banco também identificou que um dos segredos da chinesa é sua rede de influenciadores. Cerca de 10% do tráfego já vêm desse tipo de recomendação no Brasil.

Caro

Segundo o banco, o sucesso brasileiro da Shein se dá a despeito de o site da chinesa por aqui ser o terceiro mais caro do mundo (em paridade de poder de compra), atrás apenas de os de México e Malásia. Para o brasileiro, um produto da Shein custa o dobro do que custa para um americano.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos