'O Bota vai subir... e o Vasco não': entenda o canto da torcida que gerou polêmica e agita o clássico

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Das seis grandes rivalidades do Rio de Janeiro, Vasco e Botafogo fazem uma das mais tranquilas no que tange ao relacionamento entre as torcidas. Mas uma temporada em que ambos disputaram a Série B com um histórico de decisão de título estadual voltaram a esquentar a rivalidade. O clássico deste domingo , às 17h, em São Januário, tem como principal ingrediente uma provocação da torcida alvinegra aos cruz-maltinos.

— Ei, você aí! O Bota vai subir, o Bota subir! O Vasco não! — cantaram os alvinegros após a vitória por 1 a 0 sobre o Confiança, na quarta-feira, no Nilton Santos. O novo triunfo colocou o Botafogo ainda mais próximo de confirmar o acesso, equanto o Vasco, que já tinha poucas chances naquele momento, as viu reduzidas ao mínimo após a derrota por 1 a 0 para o Guarani, nesta quinta.

A provocação divertiu torcedores alvinegros e irritou cruz-maltinos nas redes. Até quinta-feira, pouco mais de 3 mil ingressos haviam sido emitidos para a partida, de 20 mil colocados à disposição. Os mil destinados ao setor visitante foram esgotados pelos botafoguenses. Um reflexo do momento de euforia e da confiança na equipe.

Historicamente ligados desde a fundação no futebol do Vasco, a boa relação entre os clubes se transferiu às torcidas, que poucas vezes se provocam diretamente e inflamam a rivalidade. Não à toa, o confronto tem o apelido de "Clássico da Amizade". Mas para além de um ano na segunda divisão, onde são poucos ou quase inexistentes os confrontos entre grandes rivais locais, Vasco e Botafogo protagonizaram decisões recentes que ajudam a movimentar os torcedores.

Os clubes decidiram o Campeonato Carioca em 2015, 2016 e 2018. Nas duas primeiras oportunidades, deu Vasco. Já há três anos, o Botafogo devolveu com uma vitória épica nos pênaltis, com direito a gol de Carli nos acréscimos, que levou a decisão às penalidades. Já este ano, os rivais compartilharam um desempenho ruim no estadual, e decidiram a secundária Taça Rio, num confronto também de penalidades, todas desperdiçadas pelo alvinegro.

O histórico, as provocação, a vitória botafoguense no primeiro turno e as situações completamente díspares das equipes na temporada. Todos ingredientes do último clássico carioca do ano, num cenário que, até poucos meses atrás, era de pouca probabilidade de provocação. Amigos, amigos... futebol à parte.

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