'O Brasil jogou melhor, mas a Suíça vencerá a próxima', diz embaixador do país ao lamentar queda de 'tabu' na Copa

O embaixador suíço no Brasil, Pietro Lazzeri, mostrou otimismo antes do jogo entre seu país e o Brasil na Copa do Mundo do Catar. Com representantes de diversos países e do mudo político na festa que organizou na embaixada, ele confiava no histórico do enfrentamento dos dois países:

— O Brasil nunca venceu a Suíça em uma Copa!

Em uma animada festa para cerca de 150 pessoas,

A plateia que acompanhada o jogo entre os suíços e os brasileiros viu a premonição de seu representante se provar errada diante do desempenho da Seleção nos gramados, e não resistiu à comemoração diante dos gols marcados pela canarinho.

Na festa organizada pela embaixada, com direito a queijos suíços, bufê de salsichões, salada de batata e drinks que animaram os presentes, o ritmo foi ditado pela cordialidade. Nas palavras do diplomata — repetindo a conhecida neutralidade de sue país — , sua torcida era por um empate entre os dois times, sempre no maior espírito diplomático.

Entre os presentes na plateia estavam a senadora Kátia Abreu (PP-TO), que escapou das conversas da equipe de transição para o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e elogiou a organização do evento pela Suíça.

— Se todas as embaixadas fizessem eventos iguais, seria o maior barato. O bom da Copa também é celebrar as diferenças — disse a senadora ao GLOBO.

Além da senadora, o evento contou com a presença de Douglas Koneff, atualmente o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e representante dos americanos no país, e do embaixador da Alemanha no Brasil, Hekko Thoms.

Ao longo do jogo, a torcida se mostrou dividida. Muita gente usava camisetas da Suíça, mas vibrava a cada lance da seleção brasileira que chegava perto do gol. O evento, porém, na definição da própria embaixada, tinha a intenção de celebrar a relação entre os dois países.

O Brasil tem 16 mil suíços em seu território, segundo dados da embaixada, e no Distrito Federal são 300 famílias, a maior parte delas composta por pessoas que são casadas ou têm união estável com brasileiros. O corpo diplomático suíço tem sete diplomatas em Brasília.

No fim, o embaixador suíço teve que se dobrar ao placar, mas manteve parte do otimismo:

— O Brasil jogou melhor, é preciso reconhecer! Mas acredito em uma próxima vitória da Suíça — afirmou Lazzeri, após placar final.