O céu (não) é o limite | Enorme tubo de lava descoberto em Marte, e muito mais!

Patrícia Gnipper
·6 minuto de leitura

E chega o dia da semana em que o Canaltech dedica um tempo para manter você muito bem informado sobre o que está rolando de mais importante no universo científico, de maneira bem resumida. Assim, se você é do tipo que gosta de ficar por dentro dos avanços da astronomia, mas tem pouco tempo em seu dia a dia para isso, essa coluna te ajuda muito!

Vamos lá?

Enorme tubo de lava em Marte

Essa cratera de um tubo de lava colapsado em Marte tem 50m de diâmetro (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/University of Arizona)
Essa cratera de um tubo de lava colapsado em Marte tem 50m de diâmetro (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/University of Arizona)

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, avistou (e fotografou!) um imenso tubo de lava em Marte, maior do que qualquer um que exista em nosso planeta. A abertura parece ter 50 metros de diâmetro, mas as sombras não permitem ver com clareza as partes que se romperam. Se este tamanho for mesmo confirmado, é possível que o tubo também tenha essas dimensões.

Há quem entenda que tubos de lava em outros mundos devam ser prioridade em missões, por vários motivos e, entre eles, está a ideia de que eles podem ser essenciais para a exploração presencial humana. Para alguns pesquisadores, eles são locais interessantes para a construção de habitats e bases.

Clique aqui para saber mais!

Máxima aproximação de Marte registrada por brasileiros

Marte fez sua máxima aproximação com a Terra nos últimos dias, coisa que só acontece a cada 15 anos. E para não perder a oportunidade de ouro, um observatório brasileiro filmou tudo. O Observatório Zênite, localizado em Monte Carmelo, Minas Gerais, capturou imagens ricas em detalhes do Planeta Vermelho mais próximo de nós, quando esteve a uma distância de 62,7 milhões de quilômetros.

Veja abaixo:

E se quiser saber mais sobre como funciona essa aproximação periódica de Marte, é só clicar aqui.

Exoplanetas rochosos protegidos por gigantes iguais Júpiter

Um novo estudo mostra evidências de que planetas rochosos como a Terra, mas em outros sistemas estelares, costumam ocorrer junto de gigantes gasosos como Júpiter, com esses gigantes servindo como proteção para os menores.

Em a), o esquema mostra a simulação com super-Terras congeladas, e b), super-Terras rochosas (Imagem: Reprodução/Schlecker et al./MPIA)
Em a), o esquema mostra a simulação com super-Terras congeladas, e b), super-Terras rochosas (Imagem: Reprodução/Schlecker et al./MPIA)

A equipe simulou cerca de mil sistemas planetários em desenvolvimento, com diferentes características, em torno de uma estrela similar ao Sol, analisando o ciclo de vida desses sistemas durante alguns bilhões de anos. Entre os resultados, está a constatação de que cerca de 30% dos sistemas planetários que abrigam uma "Super-Terra" também abrigam um "Júpiter Frio".

Entenda tudo sobre essa história, em detalhes, clicando aqui.

Montanhas congeladas em Plutão, em processo inverso ao da Terra

Detalhe da imagem destaca o metano congelado em Plutão (Imagem: Reprodução/NASA/JHUAPL/SwRI and Ames Research Center/Daniel Rutter)
Detalhe da imagem destaca o metano congelado em Plutão (Imagem: Reprodução/NASA/JHUAPL/SwRI and Ames Research Center/Daniel Rutter)

Analisando dados obtidos pela já encerrada missão New Horizons, da NASA, cientistas descobriram que o gelo que cobre as montanhas de Plutão, em formações bem parecidas com as montanhas cobertas por neve na Terra, é formado, na verdade, por metano, revelando também que esse processo surge por lá de maneira bem diferente de como acontece com as montanhas congeladas do nosso planeta.

Para entender como a mesma paisagem poderia ocorrer sob diferentes condições, os pesquisadores desenvolveram um modelo 3D do clima de Plutão, onde simularam a atmosfera e a temperatura ao longo do tempo. Assim, eles descobriram que a atmosfera do planeta anão tem mais metano gasoso nas altitudes maiores e mais quentes, de modo que o gás fica saturado, sofre condensação e é congelado diretamente no pico das montanhas sem a necessidade da formação de nuvens. Já em altitudes mais baixas, o metano não congela porque há menos do gás, de modo que a condensação não acontece.

Saiba mais sobre como é o processo da Terra clicando aqui.

Betelgeuse: menor e mais próxima do que pensávamos

onceito artístico mostrando o curso da erupção de poeira da Betelgeuse, que causou a aparente diminuição de brilho da estrela (Imagem: NASA/ESA/E. Wheatley(STScI))
onceito artístico mostrando o curso da erupção de poeira da Betelgeuse, que causou a aparente diminuição de brilho da estrela (Imagem: NASA/ESA/E. Wheatley(STScI))

A polêmica estrela Betelgeuse, na verdade, é menor e está muito mais perto de nós do que sabíamos. Polêmica porque, recentemente, seu brilho mostrou variações fora dos padrões, o que levou muitos a acreditarem que ela, enfim, estaria se tornando uma supernova. Mas agora sabemos que isso não vai acontecer tão cedo — não ao menos nos próximos 100 mil anos.

Quer entender melhor essa história? Clique aqui!

Mais um cometa NEOWISE chegando

Órbita do cometa P1 NEOWISE (Imagem: Reprodução/NASA/JLP)
Órbita do cometa P1 NEOWISE (Imagem: Reprodução/NASA/JLP)

Depois do cometa C/2020 F3 NEOWISE ficar famoso neste ano, chegou a hora de mais um cometa aparecer em 2020: o C/2020 P1 NEOWISE, descoberto em agosto. Ele está se aproximando do Sol e brilhará no céu noturno para os moradores do Hemisfério Norte. Aqui no Sul, ele surgirá no horizonte acompanhando o nascer do Sol — ou seja, o céu estará claro demais para que possamos vê-lo, infelizmente.

Saiba mais sobre o novo cometa aqui.

BepiColombo se aproxima de Vênus

A sonda lançada pela ESA e pela JAXA em 2018 acaba de fazer sua primeira aproximação com o planeta Vênus, o que é necessário para que ela pegue um impulso gravitacional, acelerando sua viagem rumo a Mercúrio — seu destino final. Neste primeiro entre dois sobrevoos por Vênus, a sonda ficou a 10.720 km de distância da superfície; no segundo, ela chegará ainda mais perto, a apenas 550 km.

A ESA aproveitou a ocasião para divulgar imagens da aproximação da BepiColombo em Vênus, como esta abaixo:

A foto tirada pouco antes da máxima aproximação mostra Vênus com bastante destaque (Imagem: Reprodução/ESA)
A foto tirada pouco antes da máxima aproximação mostra Vênus com bastante destaque (Imagem: Reprodução/ESA)

Mais imagens e detalhes você confere aqui.

Starship voando a Marte em 2024

Se depender apenas de Elon Musk, parece que o novo e poderoso foguete Starship, da SpaceX, deverá fazer um primeiro voo ao Planeta Vermelho já em 2024. Essa missão ainda não seria tripulada, e a data aproveitaria uma das janelas ideais para lançamentos entre a Terra e Marte.

Como a SpaceX planeja levar e trazer humanos e cargas para Marte com o Starship (Imagem: Reprodução/SpaceX)
Como a SpaceX planeja levar e trazer humanos e cargas para Marte com o Starship (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Ambos os planetas se aproximam a cada 26 meses, e a janela de 2020 aconteceu em julho. Então, a próxima acontece em 2022, com mais uma em 2024 — esta que a SpaceX deseja aproveitar.

Saiba mais sobre isso clicando aqui.

Nave russa faz último voo tripulado à ISS para a NASA

A nave russa Soyuz fez sua última viagem contratada pela NASA para levar astronautas norte-americanos à Estação Espacial Internacional (ISS). O voo aconteceu na semana passada e marcou um recorde: levou apenas três horas e três minutos para chegar lá. Ainda, o lançamento marca, provavelmente, o fim de uma era, já que, a partir de agora, tudo indica que os próximos transportes serão mesmo feitos com a SpaceX e, futuramente, com a Boeing.

Você entende melhor tudo isso se clicar aqui.

Sonda OSIRIS-REx pousa e coleta amostras no asteroide Bennu

No início da noite desta terça-feira (20), a NASA comemorou o sucesso no momento mais crucial da missão OSIRIS-REx: o instante em que ela encostou no asteroide Bennu, disparando um jato de nitrogênio pressurizado, este que levantou uma quantidade de poeira e detritos o suficiente para a coleta de pelo menos 60 gramas de amostras — ao menos essa é a expectativa da NASA, ainda que a nave consiga acomodar até dois quilos em seu compartimento especial para isso. A agência ainda confirmará, nesta semana, a quantidade de amostras que a nave foi capaz de "abocanhar". Os próximos passos envolvem o retorno da sonda à Terra — algo que acontecerá em 2023.

Saiba tudo sobre o sucesso da missão clicando aqui!

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Fonte: Canaltech

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