O céu (não) é o limite | Planeta "fracassado", amostras de asteroide e mais!

Patrícia Gnipper
·6 minuto de leitura

Nos últimos dias, tivemos grandes emoções no "mundão" da ciência — em especial em assuntos do espaço. Não faz ideia sobre o que estamos falando? Pois justamente para que você, que tem pouco tempo para acompanhar o noticiário, possa se manter bem informado levando pouco tempo para isso, é que o Canaltech prepara, toda semana, um resumo com as principais notícias da astronomia no momento.

Vamos lá?

Psique, um "planeta fracassado" perto de nós

(Imagem: Reprodução/Maxar/ASU/P. Rubin/NASA/JPL-Caltech)
(Imagem: Reprodução/Maxar/ASU/P. Rubin/NASA/JPL-Caltech)

O asteroide Psique, descoberto em 1852, não é bem uma novidade, mas vem sendo alvo de cada vez mais interesse por ser tão peculiar. É que ele é um "planeta fracassado" e, por isso, a NASA planeja enviar uma sonda para lá em 2022, chegando ao destino em 2026. A ideia é estudar melhor o intrigante objeto, localizado entre Marte e Júpiter, que tem cerca de 250 km de diâmetro e, na verdade, é composto por ferro — o que indica que ele seja um protoplaneta que falhou em seu desenvolvimento.

E um novo estudo a seu respeito traz dados sólidos sobre o objeto, mostrando que ele pode ser o único asteroide conhecido que é totalmente composto de ferro e níquel. Isso reforça ainda mais a suspeita de que ele seja mesmo um planeta que deu errado — ou seja, o que sobrou do que seria o núcleo metálico de um planeta "normal".

Saiba mais sobre o Psiquie clicando aqui.

Sonda da NASA coletando amostras de asteroide

Logo depois do aparente sucesso na operação em que a sonda OSIRIS-REx, da NASA, tocou a superfície do asteroide Bennu, liberando um jato pressurizado para "levantar poeira", o que permitiu a coleta de amostras, a agência espacial liberou vídeos, registrados por uma câmera a bordo da sonda, mostrando exatamente como tudo aconteceu a mais de 330 milhões de quilômetros.

Um dos vídeos você já assiste acima, e clique aqui para ver mais imagens.

Viajando a Titã em apenas dois anos

Se isso sair do papel, vai ser bem interessante: cientistas e engenheiros estão propondo um motor conceitual baseado em fusão nuclear, que é uma fonte renovável de energia. Com esse motor, uma viagem a Titã, lua de Saturno, poderia acontecer em menos de dois anos. Por enquanto, o conceito segue em aprimoramento e, quem sabe, não veja a luz do dia em um futuro não muito distante.

Saiba mais clicando aqui.

Nuvem com formato de disco voador

(Imagem: Reprodução/Francisco Javier Negroni Rodriguez)
(Imagem: Reprodução/Francisco Javier Negroni Rodriguez)

A nuvem exibida na imagem acima é real! Ela foi uma das participantes de um concurso de fotografia meteorológica, ficando entre as finalistas. A nuvem com formato que lembra aquele disco voador clássico se trata de uma bela nuvem lenticular. O fenômeno das nuvens lenticulares é relativamente comum em regiões montanhosas, onde ventos sopram em alta velocidade no pico das montanhas, criando, então, nuvens com esse formato similar a um disco.

Quer saber mais sobre essa curiosidade? Clique aqui.

Matéria escura surgindo em "bolhas" no início do universo?

Mapa criado a partir da observação de meio milhão de galáxias, revelando onde a matéria escura estaria (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/R. Massey)
Mapa criado a partir da observação de meio milhão de galáxias, revelando onde a matéria escura estaria (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/R. Massey)

A matéria escura ainda é repleta de mistérios, com a ciência tendo como um grande desafio a tarefa de entendê-la. Segundo os modelos cosmológicos mais aceitos, ela constitui cerca de 23% da densidade do universo, e ninguém sabe, ainda, como ela se formou.

Mas um novo artigo propõe uma explicação: os cientistas descrevem como bolhas em expansão no início do universo podem ajudar a entender a origem da matéria escura, algo que teria acontecido logo após o Big Bang. No início do universo, houve uma série de transições entre uma fase e outra, cada uma transformando o cosmos de maneira radical enquanto o universo se expandia rapidamente. A equipe imagina que essas transições poderiam ser semelhantes a bolhas de gás se formando na água fervente. "Mostramos que é natural esperar que as partículas de matéria escura tenham muita dificuldade em entrar nessas bolhas, o que dá uma nova explicação para a quantidade de matéria escura observada no universo".

Para entender mais sobre a matéria escura, seus mistérios e o estudo que falamos acima, é só clicar aqui.

Investigando o exoplaneta TOI-700d

Descoberto pelo telescópio espacial TESS, da NASA, o exoplaneta TOI-700d fica a somente 100 anos-luz de distância e foi o primeiro detectado por este equipamento a não apenas ter tamanho semelhante ao da Terra, como também estar na zona habitável de sua estrela. Agora, novos estudos buscaram analisar as características do clima e atmosfera de lá.

Se sua superfície tiver água em estado líquido, também devem existir nuvens em sua atmosfera, e a equipe por trás dos estudos usou modelos de sistemas climáticos para estimar as propriedades possíveis e o que outras medidas mais sensíveis poderiam encontrar.

Mais sobre isso você confere aqui.

Vulcões colaborando com a atmosfera de Io, lua de Júpiter

A lua Io, de Júpiter, é o lugar mais vulcanicamente ativo de todo o Sistema Solar. Por lá, existem nada menos do que 400 vulcões, com este mundo sendo provavelmente dominado por dióxido de enxofre. Agora, uma nova pesquisa indica que os vulcões ativos em Io produzem de 30% a 50% da atmosfera por lá — que é cerca de um bilhão de vezes mais fina do que a da Terra.

Ficou curioso para entender esse processo? Clique aqui e descubra mais!

Confirmada existência de água no lado iluminado da Lua

A grande descoberta da semana veio pelas "mãos" do observatório SOFIA, da NASA, que descobriu a existência de água em uma cratera lunar que fica em seu lado iluminado — ou seja, onde o Sol sempre bate. Além disso, a sonda orbital LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) também encontrou outras grandes áreas onde a água pode existir, sugerindo que a água está, na verdade, distribuída por toda a superfície lunar, e não limitada apenas a locais frios, onde há sombra constante.

Os dados mostram que a água se encontra concentrada em 100 a 412 partes por milhão — equivalente a uma garrafa de água de 300 ml — e presa em um metro cúbico de solo espalhado pela superfície lunar. Para comparação, considere o deserto do Saara, que tem 100 vezes a quantidade de água encontrada no solo lunar. Como a Lua não tem atmosfera, essa água sob a luz solar já deveria ter sido perdida no espaço, mas, curiosamente, ela ainda está por lá. Isso levanta algumas questões: a água poderia estar presa em pequenas estruturas no solo que se formam pelo calor gerado pelo impacto de micrometeoritos, ou poderia estar escondida entre grãos de solo lunar e protegida da luz do Sol.

Saiba muito mais sobre mais este marco nos estudos do nosso satélite natural clicando aqui.

Começam os testes beta públicos da internet Starlink

Um dos terminais de usuário Starlink (Imagem: Reprodução/SpaceX)
Um dos terminais de usuário Starlink (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Elon Musk segue cumprindo o prometido: agora, seu projeto Starlink acaba de entrar em fase de testes beta públicos. Ou seja, as pessoas de regiões onde o sinal já existe (como os Estados Unidos, por exemplo) podem se inscrever para testar a novidade. Os interessados devem comprar todos os equipamentos de conexão por US$ 499 e pagar uma taxa mensal de US$ 99 pelo serviço. Contudo, assim como durante os testes beta privados, a SpaceX pede sigilo sobre o programa — os participantes não estão autorizados a compartilhar informações sobre o assunto.

Quer saber mais sobre a internet Starlink? É só clicar aqui.

Crew-1 será lançada no dia 14 de novembro

Astronautas da Crew-1 testando a nave Crew Dragon (Imagem: Reprodução/SpaceX)
Astronautas da Crew-1 testando a nave Crew Dragon (Imagem: Reprodução/SpaceX)

A NASA e a SpaceX marcaram o grande dia em que lançarão sua primeira missão verdadeiramente operacional à Estação Espacial Internacional. A missão Crew-1 deve ser lançada no dia 14 de novembro, levando à órbita da Terra quatro astronautas (três estadunidenses e um japonês). Eles se juntarão à atual tripulação da ISS, que acabará acomodando sete pessoas ao mesmo tempo por alguns meses — uma a mais do que o habitual.

Clicando aqui, você confere mais detalhes.

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Fonte: Canaltech

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