O casal americano acusado de tentar vender segredos de submarino nuclear

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USS Connecticut em Washington, 2016
O casal teria tentado vender dados sigilosos sobre submarinos nucleares dos EUA a governo estrangeiro

Um engenheiro nuclear da Marinha americana e a esposa foram acusados ​​de tentar vender segredos nucleares para o que eles acreditavam ser um governo de um país estrangeiro.

Jonathan Toebbe, de 42 anos, e a mulher, Diana, de 45, foram presos no Estado americano de West Virginia no último sábado (09/10), anunciou o Departamento de Justiça dos EUA.

Eles supostamente tentaram vender os dados de um projeto de submarino nuclear, escondidos em um sanduíche de pasta de amendoim, para alguém que eles acreditavam ser o representante de outro país.

Mas, na verdade, tratava-se de um agente do FBI (a polícia federal americana) disfarçado.

De acordo com o comunicado, Toebbe e a mulher foram acusados ​​de violar a Lei de Energia Atômica.

Toebbe trabalhou no programa de propulsão nuclear da Marinha americana e tinha acesso a dados de segurança nacional.

E, de acordo com o Departamento de Justiça, em abril de 2020 ele teria enviado um pacote a um governo estrangeiro contendo amostras de dados restritos que pretendia vender, além de instruções para estabelecerem uma relação clandestina.

Ele começou então a se corresponder com um indivíduo por meio de um e-mail criptografado.

Toebbe pensava que seu interlocutor representava o governo estrangeiro em questão — mas se tratava, na verdade, de um agente do FBI.

Depois de vários meses de negociação, o casal acusado teria feito um acordo para compartilhar informações secretas em troca de aproximadamente US$ 100 mil (cerca de R$ 550 mil) em criptomoedas.

Em junho deste ano, Jonathan e Diana Toebbe viajaram para West Virginia para entregar os dados.

Com Diana fazendo o papel de vigia, Jonathan "colocou um cartão SD escondido dentro de um sanduíche de pasta de amendoim" em um determinado local, diz o comunicado.

Depois que o agente disfarçado pegou o cartão, ele efetuou o pagamento e recebeu uma chave de decodificação para acessar os arquivos.

No cartão, havia dados restritos "relacionados a reatores nucleares submarinos".

Depois disso, Toebbe efetuou uma segunda remessa em agosto — desta vez escondida dentro de um pacote de chiclete —, com mais dados secretos.

Os agentes do FBI prenderam o casal no último sábado, durante uma terceira venda de informações.

Os dois devem comparecer perante a justiça federal americana em 12 de outubro.

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