O desafio de ampliar o isolamento nas periferias

Moradora observa voluntário que participa de limpeza da favela da Babilônia, na zona sul do Rio de Janeiro

Enquanto o número de casos de coronavírus vem aumentando exponencialmente no Brasil, a taxa de adesão ao isolamento social permanece baixa, principalmente nas periferias. Mesmo nas regiões onde foi decretado o bloqueio total, o chamado lockdown, a parcela de pessoas em casa não atinge os 70% recomendados pela Organização Mundial de Saúde para frear a propagação do vírus. O melhor resultado no último domingo foi o de Belém, no Pará: 60% de adesão. Mas na periferia, feiras livres estavam cheias. Em São Luís, no Maranhão, a mesma situação. Ruas vazias nas áreas nobre e movimentadas nos bairros mais pobres. E é justamente nessas regiões mais vulneráveis que a Covid-19 avança de forma mais rápida e com maior letalidade.

O que explica a baixa adesão ao isolamento nas periferias? Quais são os principais desafios nessas regiões? Como fazer com que as pessoas fiquem em casa? No Ao Ponto desta terça-feira o fundador da Central Única das Favelas (Cufa), Celso Athayde, e a presidente da União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região (Unas), Antonia Cleide Alves, analisam a questão.

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Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes do dia.