O impacto económico do luto em Londres

Ainda não há números concretos de quantas pessoas vieram despedir-se de Isabel II, mas a verdade é que há muito que Londres não via tamanho mar de gente. No meio do luto, os setores da hotelaria e da restauração não têm mãos a medir.

O proprietário de um café nas imediações de Westminster conta que "os últimos dois dias foram extremamente sobrecarregados". Antes o estabelecimento abria às nove da manhã, agora inicia a atividade às sete. Explica também que, quando a rainha-mãe faleceu em 2002, estiveram igualmente muito ocupados, mas não tanto como agora.

É um relato que se estende por toda a cidade, após as perdas que o longo período pandémico trouxe.

O presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, afirma que certamente "os hotéis vão ficar mais vazios depois do funeral de Estado esta segunda-feira, mas é assim que o mercado responde às leis da procura e da oferta". Afinal de contas, resume, são setores "que viveram três anos horríveis por causa da pandemia".

Neste momento, a taxa de ocupação dos hotéis londrinos atinge os 95%.