O melhor e o pior das partidas da Semana 9 da NFL

Lamar Jackson está firme na corrida pelo prêmio de MVP após a vitória contra o New England. (Foto de Todd Olszewski/Getty Images)

Por Matt Harmon (@MattHarmon_BYB)

Muita coisa pode acontecer em um único domingo na NFL, e é difícil se manter a par de tudo. Mais do que isso, é complicado definir o que devemos ver como um sinal e o que devemos ignorar. A seguir, vou repassar tudo que aprendemos nesta semana e listar as cinco coisas da Semana 9 com as quais eu me importo, juntamente com cinco coisas diante das quais eu simplesmente não consigo reunir a energia emocional necessária para me importar. Uma boa notícia para você: Iremos fazer esse exercício após todos os domingos da temporada regular.

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5 coisas com as quais eu me importo

Lamar Jackson está firme na corrida pelo prêmio de MVP

O Baltimore Ravens acabou com o New England Patriots na noite de domingo, numa partida que terminou em 37 a 20. Se você está procurando uma razão para explicar como os Ravens fizeram isso, sua busca acabou: os Patriots não conseguiram parar o melhor jogador em campo. Não consigo imaginar o que os defensores do New England poderiam dar como justificativa a essa altura, exceto talvez uma desculpa sem embasamento, pautada em uma futura lesão, impossível de prever.

Não houve defesa na equipe de Bill Belichick contra Lamar Jackson. Sua dominante unidade de defesa muitas vezes esteve em posição de segurar Jackson no pocket ou na corrida, mas o mago ultra dinâmico simplesmente não pôde ser parado. Eficiente como lançador e mais elétrico do que nunca no jogo terrestre, Jackson estava no auge na noite de domingo. Sua taxa de passes completos de 73,9% e seu passer rating de 107,7 foram suas melhores marcas desde a Semana 1 contra o Miami Dolphins. No entanto, os Patriots estão do outro lado do espectro no que diz respeito ao seu nível de competitividade em comparação com Miami.

Todos se unindo para zombar das pessoas que tinham certeza de que Lamar Jackson não jogaria bem

Você se lembra do quanto era dominante a defesa dos Patriots até este jogo? Eles não tiveram uma resposta para Jackson. Belichick adora minar o que o ataque faz de melhor, mas quando você é Lamar Jackson e pode fazer praticamente tudo, este é um grande desafio.

Uma campanha condecorada com o prêmio de MVP costuma precisar de alguns momentos de destaque quando a corrida está apertada. Este parece ser o caso em 2019, com um grupo grande de quarterbacks esperançosos no topo. Lamar pode não ganhar o prêmio, mas depois de vencer o grande dragão da AFC e a sua defesa histórica, chegou a hora de incluí-lo nas conversas juntamente com Deshaun Watson e Russell Wilson.

Ele não é apenas um herói do Fantasy. Lamar Jackson é um dos personagens principais da temporada de 2019 da NFL.

A produção de Zach Pascal e a saúde de Parris Campbell

Com T.Y. Hilton parado por várias semanas, os Colts precisam desesperadamente de armas para melhorar seu ataque. Uma dupla de jovens wide receivers deu a eles um motivo para ter esperança.

Zach Pascal fez seu segundo grande jogo em três semanas com cinco recepções para 76 jardas e um touchdown contra o Pittsburgh. Ele alcançou a incrível marca de 6-106 com dois touchdowns duas semanas atrás contra o Houston. O agente livre não selecionado no draft de 2017 teve algumas atuações fortes neste ano, mas está começando a ter uma quantidade estável de snaps e a correr uma tonelada de rotas. Em sua terceira equipe da NFL, no terceiro ano após sair da Old Dominion University, ele encontrou um lar. É encorajador ver que ele produziu com dois quarterbacks diferentes no Colts.

Pascal não foi o único dos receivers do Indianapolis a produzir no domingo. Embora não tenha atingido uma marca tão impressionante, o calouro Parris Campbell finalmente parece saudável e pronto para causar um impacto. Ele acumulou 80 jardas totais, com 3-27 como corredor. Campbell foi um criador de jogadas multidimensional na faculdade, então seu uso faz sentido. Com a expectativa de que Hilton perca vários jogos e com os Colts buscando mais maneiras de variar o ataque com um quarterback reserva possivelmente no centro, podemos esperar que o papel de Campbell se mantenha.

A última revelação sobre Matt Nagy

Há algo que você precisa saber sobre Matt Nagy. Na verdade, é algo que você já deveria saber há muito tempo.

Deveria ter ficado claro quando o treinador dos Bears transformou a offseason inteira em um desfile de kickers pelo centro de treinamento ignorando problemas maiores em sua própria equipe. Os sinais estavam lá quando ele parecia ter uma jogada ensaiada estranha pronta para estrear no momento menos oportuno. Foi difícil não se questionar diante da sua defesa fervorosa quando os repórteres perguntaram se ele queria repensar a sua decisão de não ganhar jardas extras antes do field goal no último minuto contra os Chargers na Semana 8.

Em todas estas situações, eu defendi Matt Nagy, mesmo diante de incontáveis gestores do Fantasy que estavam furiosos por ele não ter usado David Montgomery. Ainda assim, seja qual for a razão, quando ele escolheu Tarik Cohen para uma corrida crucial pelo meio na linha do gol, finalmente aceitei a realidade.

Matt Nagy não vem bem desde quando Cody Parkey errou aquele chute contra os Eagles nos playoffs. Ele ainda não encontrou o caminho de volta.

A situação está piorando, já que agora Nagy está liderando a equipe como alguém que sabe que tem um problema na posição de quarterback, mas não pode admitir isso publicamente. Isso é altamente problemático. É algo que começa a contaminar tudo que a equipe faz. Se a situação está começando a impactar as ações de Nagy, pode ter certeza de que está afetando os jogadores também. Já vimos motins ocorrerem em situações similares, como com Blake Bortles em Jacksonville ou Mark Sanchez em Nova York, onde as equipes teimosamente mantiveram um quarterback ruim apesar do talento presente em outras posições. Nagy, que já vem vacilando, sem conseguir espantar o fantasma dos playoffs de 2018, precisa olhar além da sua sombra para esta próxima assombração.

A não ser que os Bears parem de jogar com Mitchell Trubisky, como confiar em qualquer coisa que tenha a ver com esta equipe? Ele nunca mais deve começar uma partida pelo Chicago. Já passou da hora disso acabar.

O jogo em que Devin Singletary mostrou a que veio

Pode ser que todos olhemos para a Semana 9 da temporada de 2019 da NFL como o momento em que Devin Singletary chegou. O calouro terminou a partida com 20 corridas com a bola e fez barulho no jogo aéreo com três recepções para 45 jardas.

Não foi um crescimento completamente estável para Singletary. Apesar de ter participado de 68% dos snaps da equipe na Semana 1, ele carregou a bola apenas quatro vezes. Ele deixou a Semana 2 com uma lesão na parte posterior da coxa e ficou fora por várias semanas. Nas duas semanas após o retorno, nós o vimos atrás de Frank Gore na rotação.

A Semana 9 foi a primeira vez em que o vimos no controle da situação. Parece que Gore entregou as chaves oficialmente.

Os Bills são uma equipe com foco no jogo terrestre que opera com mais foco na defesa. Um jogador com um papel de liderança lá atrás seria ótimo para um time como o deles. A situação parece ainda melhor na realidade, onde esse jogador não é mais um ativo teórico, e sim um running back verdadeiramente capaz como Singletary. A corrida mais longa do calouro foi de 17 jardas. Então, sua média de 4,8 jardas por carregada em 20 corridas não foi inflada. Ele sustentou o ataque. Nós vamos vê-lo fazer isso mais vezes nas próximas rodadas.

Os 49ers são os últimos invictos da NFL

Você vai ter que deixar eu me vangloriar um pouco. No começo do ano passado, eu consegui convencer o meu chefe a produzir uma série parodiando o programa ‘The Bachelor’, na qual eu escolheria o time do qual eu seria um torcedor “pra vida inteira” pela temporada de 2019.

Por meio de um processo completamente puro e orgânico, a equipe escolhida acabou sendo o San Francisco 49ers. Eles combinam perfeitamente comigo. Um verdadeiro time pós-hype pronto para finalmente alcançar o seu potencial com alguns novos rostos na defesa e o esquema ofensivo de Kyle Shanahan provando sua alta qualidade.

A principal pergunta após a Semana 9: Como é que todas as bases de fãs não vão fazer tudo para me recrutar em 2020?

Porque os MEUS 49ers são os últimos invictos da NFL.

Como o New England Patriots caiu diante do Baltimore Ravens na noite de domingo, os 49ers são a última equipe invicta da NFL. Eu não me importo com quem eles venceram para chegar até aqui, e eu sei que os verdadeiros testes ainda estão por vir. Por enquanto, eu quero celebrar. Que vitória para uma das séries de internet sobre futebol americano mais ridículas de todos os tempos.

5 coisas com as quais eu não me importo

As estatísticas medianas de Marquise Brown

Marquise Brown voltou de uma ausência por lesão para completar apenas 48 jardas em três recepções contra o New England. Nós sabíamos que seria um jogo difícil contra a defesa dos Patriots, provavelmente com Stephon Gilmore acompanhando todos os seus movimentos na maior parte do jogo.

Ainda assim, o receiver calouro conseguiu mostrar por que ele é tão especial quando a bola vem na sua direção. Ele foi bem no drive de abertura e depois desapareceu por um tempo. Sua terceira e última recepção da noite veio com um lançamento rápido no qual a sua velocidade permitiu que ele ganhasse espaço em uma corrida de 26 jardas.

Jogadas como esta última são exemplos comprovados de por que ele é tão diferente. Os Ravens não tinham ninguém como ele enquanto Brown estava fora. O produto da Universidade de Oklahoma é um assistente incrível, cuja presença faz o jogo do quarterback ficar cada vez melhor. Foi apenas um vislumbre em uma única jogada, mas foi o suficiente para mostrar por que esta dupla é tão letal quando os dois jogam juntos.

Os gestores do Fantasy que o escolheram não vão adorar o seu resultado final, mas se você investiu em outros membros do ataque do Baltimore além de Brown, precisa acender uma vela e agradecer ao calouro, porque não há dúvida de que a sua presença muda o jogo para as outras armas da equipe. A liga já sabe que ele é um ditador de cobertura. De forma semelhante a DeSean Jackson, sempre que Hollywood está em campo, a aparência do ataque muda conforme a defesa se ajusta. Ninguém se importa se isso não aparecer na lista de estatísticas, pois todos sabem da sua importância.

O resultado do jogo do Jacksonville no debate de QB

Você sabe como os treinadores da NFL tendem a se comportar. Decisões mal embasadas e sem muita imaginação não são raras. Embora os torcedores possam valorizar excessivamente os resultados de algumas partidas, eu acredito que os treinadores e times sensíveis demais a Relações Públicas também podem ficar presos nas reações a jogos de primetime que todo mundo assiste.

Com isso em mente, não será nenhuma surpresa se os Jaguars derem uma ênfase maior ao resultado do seu jogo da Semana 9 em Londres contra os Texans sobre tomar uma decisão em relação ao seu quarterback. O calouro Gardner Minshew teve seu pior desempenho como titular. Ele completou menos de 60% de seus passes, acabou com o seu maravilhoso índice de touchdowns/interceptações e não conseguiu movimentar o ataque. Tudo isso contra a secundária que podia ser batida do Houston, em seu primeiro jogo sem a ajuda de J.J. Watt.

Nick Foles volta após a semana de folga dos Jaguars, e o viés que prioriza eventos recentes pode colocá-lo de volta no centro das atenções. É claro que os Jaguars queriam que Foles fosse titular durante todo esse tempo. Eles não o contrataram na agência livre apenas para lhe fazer um favor. Mas sejamos realistas. Se Foles conseguir manter a sequência de Minshew da Semana 1 à Semana 8, o Jacksonville vai ficar radiante com a contratação.

“Todo mundo tem um plano até levar um soco na boca.”

Minshew ganhou o direito de continuar a ser titular nesta equipe, apesar do que aconteceu no domingo. Ele não apenas ofereceu uma identidade e uma nova chama que os Jaguars não tinham há anos, mas seu acessível contrato de calouro dá ao time uma flexibilidade que pode durar anos.

O que os Lions querem ser

Parte do raciocínio por trás da escolha de muitos jogadores de Fantasy de correr atrás de Ty Johnson após os Lions terem perdido Kerryon Johnson para a lista de lesionados foi baseada no objetivo da equipe de ter um ataque com foco no jogo terrestre. O problema é que este não foi o caso.

Detroit está no meio do caminho no tocante à dependência das jogadas de corrida, ficando em 15º com um índice de 41,4%. Talvez esta seja a forma como eles querem pensar em si mesmos a partir de uma perspectiva de identidade; um time duro e físico, como a ideia de um bom jogo terrestre requer. Na realidade, por outro lado, o ataque dos Lions tem sido forte por causa dos seus passes.

Antes da Semana 9, Matthew Stafford estava na quinta posição em jardas por tentativa ajustadas e na sexta no índice de passes entre os quarterbacks titulares. A base do sucesso aéreo da equipe vem da bola profunda envolvendo o talentoso Stafford e seus receivers. As 122 jardas por jogo de Stafford em passes que viajaram mais de 15 jardas pelo ar são comparáveis apenas aos números de Patrick Mahomes e Dak Prescott.

O fato de que os passes são o ganha-pão do ataque dos Lions ficou mais aparente do que nunca com Kerryon Johnson fora do time. Uma verdadeira equipe terrestre teria o tipo de ecossistema em que seria possível substituir um jogador e continuar produzindo no chão. Pense no que aconteceria se os Ravens perdessem Mark Ingram ou se os Vikings perdessem Dalvin Cook. Gus Edwards e Alexander Mattison se tornariam queridinhos do Fantasy instantaneamente. Em Detroit, nós assistimos a um backfield que viu Ty Johnson liderar o grupo com nove corridas com a bola e apenas 29 jardas. J.D. McKissic foi o principal corredor e anotou apenas 32 jardas. Enquanto isso, Matthew Stafford carregou o time nas costas com uma atuação de 9,9 jardas por tentativa.

Talvez Detroit ainda sonhe com uma identidade baseada no jogo terrestre, mas não é isso que eles são. Francamente, por causa disso é muito mais agradável assistir aos seus jogos.

O calendário fácil dos Jets

Nós discutimos isso no podcast do Yahoo Fantasy Football nesta semana; este é o momento perfeito para começar a analisar a força do calendário. No entanto, para ser gentil, há casos em que um time é um desastre tão grande que isso não importa. O New York Jets confirmou que é esse tipo de time no último domingo.

De acordo com a ferramenta que mede a força do calendário do Sharp Football Stats, os Jets tinham o cronograma mais fácil a partir da Semana 9. Mas o desempenho do domingo nos fez perguntar: e daí? Os Jets marcaram apenas 18 pontos e deram ao Miami Dolphins, que já abandonou a temporada, a sua primeira vitória até o momento. Ninguém do ataque surpreendeu contra a defesa apática do Miami.

Le’Veon Bell precisou de 25 toques para acumular 121 jardas sem marcar qualquer touchdown. Robby Anderson foi um fracasso total com apenas duas recepções para 33 jardas. Jamison Crowder, de forma previsível, liderou o caminho para o seu quarterback, acumulando 83 jardas sem significado em oito recepções. Tudo bem, se levarmos em consideração o contexto dos papéis dos respectivos jogadores, mas não é o que desejamos de uma equipe jogando contra os Dolphins.

Adam Gase já foi treinador em 56 jogos em sua carreira na NFL. Suas equipes têm mais chances de perder por placares com dois dígitos de diferença (25) do que a de que vencer o jogo (24).

A linha ofensiva e a comissão técnica são simplesmente grandes forças debilitantes para que o time consiga ter um bom desempenho. Adam Gase teve motivos para seu ataque não funcionar no começo da temporada. Agora,  muitos gestores do Fantasy irão romper seus laços com jogadores da sua equipe por causa disso.

Investir demais na árvore de passes dos Patriots

Julian Edelman é a pedra angular do jogo aéreo do New England em 2019, mesmo que muitas peças tenham se movido ao seu redor. Ele liderou o time com 89 jardas em recepções, mas perdeu o papel principal na tabela de alvos para Mohamed Sanu quando o jogo estava 14 a 11.

Juntos, os dois foram alvos de mais da metade das jogadas de Brady. Enquanto Edelman e Sanu anotaram pelo menos 80 jardas cada, ninguém mais chegou a 50. James White precisou de duas estranhas recepções profundas para chegar a 46 e terminar a partida em terceiro.

Parece que esta será a dupla principal de receivers do New England no restante da temporada. A equipe não apenas não terá nenhuma ajuda chegando por meio de trocas este ano, mas os corpos atrás deles simplesmente não têm muito crédito para serem considerados confiáveis. Talvez o calouro N’Keal Harry deixe as coisas mais interessantes em algum ponto da temporada, mas estamos longe disso no momento.

O que vem ficando cada vez mais claro, a verdade que poucos querem admitir: mesmo que surjam jogadores auxiliares que iremos adorar tanto quanto Edelman e Sanu, o jogo de passes dos Patriots não é mais o solo fértil de antes. Por isso não estamos interessados em galhos distantes demais do tronco nesta equipe.

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