'O mensageiro do último dia': clima de paranóia

Mario Abbade
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Em 2014, o escritor de quadrinhos Cullen Bunn encantou os fãs com “The empty man”. A revista era uma graphic novel que seguia a mistura de terror com crime noir que fez Bunn famoso no gênero. A paleta de cores e os esboços mais angulares, em vez da verossimilhança detalhada da arte de Vanesa R. Del Rey, ressaltaram ainda mais o tom de paranoia e pavor. O sucesso resultou no longa homônimo que no Brasil recebeu o título “O mensageiro do último dia”.

A história envolve o desaparecimento de uma jovem, que leva o ex-policial James Lasombra (James Badge Dale) a investigar o caso por ser amigo da família. Lasombra descobre que o sumiço pode estar ligado a uma seita que pretende criar uma entidade sobrenatural.

A tarefa de David Prior, roteirista e diretor do longa, não era fácil. O texto de Cunn deixava propositalmente pontas abertas, porque a intenção era que o medo viesse da falta de sentido de algumas partes da trama. O final do filme pode incomodar, mas Prior consegue o mesmo clima de paranoia dos quadrinhos e remete também ao seriado “Arquivo X”, além de seu prólogo arrebatador valer uma ida ao cinema.