O milionário Aberto de Surfe dos Estados Unidos

O complexo do US Open inclui até parque de diversões (Divulgação)


Por Emanoel Araújo

O verão no hemisfério norte garantiu um pequeno recesso (ou pequenas férias) à divisão de elite. Mesmo assim, o mundo do surfe não parou, até que chegou no único estado do planeta que tem por lei o surfe como esporte: a Califórnia.

Breve histórico: o surfe chegou na Califórnia, no início do século XX graças a George Freeth. Meio irlandês, meio havaiano, ele criou um identidade com o esporte nas praias do Havaí ao surfar sempre de pé (novidade na época).

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Em visita à ilha, o empresário americano Henry E Huntingon resolveu levá-lo para uma apresentação na Califórnia. Daí em diante a conexão com os havaianos só aumentou, um processo de popularização que passou até pelo ícone Duke Kahanamoku.

ONDE O $URFE DEU CERTO

Marcas americanas dominam o mercado mundial do surfwear (Matt Costa)


Depois do surfe ter conquistado um estado inteiro – com uma costa enorme e cheia de ondas – o fim da Segunda Guerra as tropas trouxeram na bagagem fibra de vidro e isopor. É de lá que saíram os primeiros materiais das pranchinhas, como hoje a conhecemos. Não bastasse isso, a fissura para surfar no inverno acabou quando Jack O’Neill começou a vender suas roupas de neoprene por toda costa californiana.

Era década de 50 e, com os equipamentos certos, no epicentro do surfe, começa o West Coast Championship. Antes produzido como um campeonato local, ele tomou mundiais a ponto de ser considerado a “Copa do Mundo” do Surfe

PARQUE DE DIVERSÕES ADULTO

Festival de música embala shows de surfe e skate (Jerrod Harris)


Com o tempo (e dinheiro) o evento integrou o skate, seu semelhante e outra parte essencial da cultura local. Uma recente adição foi a competição em ciclismo BMX. Segundo o LA Times, cerca de 500 mil pessoas foram no primeiro dia de competições.

O público foi para se divertir e, neste quesito, o cardápio era variado. O píer, que serve de arquibancada, também oferece restaurantes e também um festival. Caso você seja exigente a ponto de não gostar de surfe, skate, BMX, tem comida e shows à vontade

YAGO DORA É CAMPEÃO

(Foto: Divulgação)


A praia de Huntington Beach que já assistiu ao bicampeonato de Filipe Toledo, conheceu os aéreos de outro brasileiro: Yago Dora. E também viu um desconhecido australiano, Liam O’Brien, disputar a final. Compatriotas que merecem destaque são Alex Ribeiro (perdeu apenas para o campeão) e Adriano de Souza que conquistou um bom resultado em seu retorno ao surfe (caiu nas quartas).

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