O mundo atingiu a marca das 8 mil milhões pessoas

O mundo atingiu a marca das 8 mil milhões pessoase o crescimento global da população não vai parar.A distribuição é desigual, com mais de metade da população mundial a viver na Ásia. No entanto, o professora de Demografia, Raya Muttarak, diz que as emissões de gases com efeito de estufa têm a ver com os rendimentos e não com a distribuição da população.

A relação entre a atividade humana e as alterações climáticas está provada há muito tempo. O impacto ambiental do crescimento populacional vai depender de quantos somos: as estimativas variam desde um pico populacional de aproximadamente 9 mil milhões, até mais de 12 mil milhões por volta de 2100.

Os primeiros 10% em termos de riqueza líquida são na realidade responsáveis por cerca de 50% das emissões de gases com efeito de estufa e representam apenas 770 milhões de pessoas em todo o mundo.

Mas tudo vai depender dos comportamentos - se vão agravar ou abrandar o aquecimento global - com alguns países a terem mais responsabilidades do que outros. A professora Muttarak diz ainda que a humanidade precisa de melhorar, no que diz respeito à igualdade de acesso aos recursos. Os países menos desenvolvidos não só carecem de recursos como são também os mais afetados pelas alterações climáticas. Têm menor capacidade financeira para fazer face às consequências.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas prevê que cerca de 3% da população mundial seja deslocada até 2050. E estas migrações forçadas em grande escala poderão comprometer grandemente os esforços de desenvolvimento. E isto, mesmo que seja respeitado o limite estabelecido pelo acordo de Paris; abaixo de 2 graus Celsius (° C) na temperatura média global. Os cientistas deixam o alerta: que os cenários extremos a nível de temperatura não devem ser excluídos.