O mundo 'nunca esteve tão perto de acabar com a pandemia' (OMS)

O mundo "nunca esteve tão perto de acabar com a pandemia" de covid-19, que matou milhões de pessoas desde o final de 2019, afirmou nesta quarta-feira (14) o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Na semana passada, o número de mortes semanais por covid-19 caiu para seu nível mais baixo desde março de 2020. Nunca estivemos em melhor posição para acabar com a pandemia. Ainda não terminou, mas seu final está ao alcance das mãos", garantiu o doutor Tedros em coletiva de imprensa.

"Alguém que corre uma maratona não para quando vê a linha de chegada. Corre mais depressa, com toda a energia que restar. E nós, também", afirmou a maior autoridade da OMS.

"Todos podemos ver a linha de chegada, estamos prestes a vencer. Seria realmente a pior hora para deixar de correr", insistiu.

"Se não aproveitarmos esta oportunidade, corremos risco de ter mais variantes, mais mortos, mais problemas e incertezas", apontou.

Segundo o último boletim epidemiológico publicado pela OMS, o número de casos caiu 28% na semana de 5 a 11 de setembro em relação à semana anterior, até 3,1 milhões de novos contágios declarados.

As mortes diminuíram 22%, alcançando menor de 11.000.

O número de infecções é, sem dúvida, muito maior devido aos casos leves não declarados e também porque muitos países desmobilizaram suas estruturas para realizar testes.

Em 4 de setembro, a OMS contabilizou mais de 600 milhões de casos oficialmente confirmados - um número que se presume muito inferior ao real, assim como o número oficial de óbitos: 6,4 milhões no mundo.

Um estudo do organismo, realizado com base em projeções e avaliações publicadas em maio, sugere que poderia haver entre 13 e 17 milhões de mortes por covid a mais do que as registradas de forma oficial até o final de 2021.

A OMS publicou seis guias para ajudar os Estados a superar essa crise de saúde mais rapidamente.

Entre as mensagens repetidas pela OMS após 2 anos e com a chegada das vacinas: vacinar 100% das pessoas vulneráveis e profissionais da saúde, continuar testando a população e manter programas que permitam rastrear novas variantes potencialmente perigosas.

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