O popular videogame Fortnite não está mais disponível na China

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Logotipo do videogame Fortnite, em uma foto tirada em 14 de agosto de 2020 em Los Angeles, Califórnia (AFP/Chris DELMAS)

A empresa Epic Games jogou a toalha nesta segunda-feira(15) em uma disputa envolvendo a versão chinesa de seu popular videogame Fortnite, após três anos tentando se estabelecer no maior mercado mundial de games online, devido às medidas adotadas pelo governo para combater o vício dos jovens no entretenimento digital.

A empresa havia anunciado há duas semanas que no dia 15 de novembro iria encerrar a versão chinesa do jogo, informando que "o teste Beta do Fornite China chegou ao fim", e desconectar os servidores.

Usuários na China disseram nesta segunda-feira que não podiam mais acessar o jogo e postaram suas despedidas na rede social Weibo.

"Amigos que jogaram comigo, nos veremos novamente se a sorte permitir", escreveu um usuário.

Outro identificado como Zheng, 24, disse à AFP "vou chorar um pouco" por causa do jogo que usou durante dois anos na faculdade.

O videogame de ação é um dos mais populares do mundo com mais de 350 milhões de usuários, superior à população dos Estados Unidos.

O jogo entrou na China em 2018 em caráter experimental, mas nunca recebeu uma autorização final do governo para seu lançamento e comercialização.

A decisão de suspender o jogo ocorre em um momento em que a China endurece as regras para o setor digital.

Os videogames representam uma importante fonte de renda na China, mas são criticados por serem viciantes para os jovens.

- Controles severos -

Em agosto, as autoridades impuseram um limite drástico de três horas de videogame por semana para menores de 18 anos.

As tentativas de Pequim de aumentar o controle sobre a economia atingiram vários setores, principalmente empresas de tecnologia.

Diante disso, a Microsoft anunciou em outubro que encerraria a versão chinesa de sua rede social voltada para profissionais LinkedIn, enquanto o Yahoo decidiu semanas atrás se retirar do país.

Ambas as empresas citaram obstáculos crescentes para fazer negócios na China.

As empresas estrangeiras de tecnologia precisam se equilibrar para cumprir as rígidas leis locais e a censura governamental de conteúdo.

O Google encerrou seu mecanismo de busca na China em 2010, após se recusar a cumprir as exigências de Pequim para censurar os resultados de busca.

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