O preço do petróleo fecha 2020 com uma queda de mais de 20% devido à covid-19

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Nesta foto de arquivo tirada em 3 de dezembro de 2019, jornalistas e funcionários da produtora de petróleo norueguesa Equinor observam as plataformas de produção de petróleo acima do campo petrolífero Johan Sverdrup durante uma visita à mídia, no Mar do Norte

Os preços do petróleo caíram mais de 20% em 2020, devido à pandemia de covid-19, que prejudicou o consumo mundial, apesar da recuperação dos preços no final do ano.

Nesta quinta-feira(31), o Brent, o índice de referência europeu, era negociado a $ 51,26 às 11h50 GMT(08h50 Brasília), 22% menos do que em 31 de dezembro de 2019.

É a pior queda desde 2015, apesar de em 2018 o preço do petróleo já ter caído 19,8%.

No início do ano, os investidores estavam preocupados com as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que ameaçavam interromper a produção e disparar os preços.

Após a morte em Bagdá do general iraniano Qassem Soleimani em um ataque dos EUA e o lançamento de um míssil iraniano como retaliação, o Brent havia disparado para 71,75 dólares.

Mas, aos poucos, a epidemia de covid-19 na China se transformou em uma pandemia. A queda até então gradual dos preços se acelerou no dia 6 de março, quando teve início um conflito na OPEP +, que reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados, incluindo a Rússia.

Os dois pesos pesados da aliança, Rússia e Arábia Saudita, segundo e terceiro produtores mundiais, respectivamente, travaram uma breve, mas intensa guerra de preços que levou a uma queda vertiginosa dos preços.

No dia 20 de abril, pela primeira vez na história, o WTI, índice americano, ficou negativo.

O valor de referência dos EUA caiu para -40,32 dólares, e os investidores se viram obrigados a pagar para se desfazer de seus barris, paralisados pela ausência de compradores e pela incapacidade de recebê-los e armazená-los.

Enquanto isso, o Brent atingiu seu nível mais baixo do ano dois dias depois, a US $ 15,98 o barril, um preço que não era visto há mais de vinte anos.

Desde então, os preços se recuperaram, embora não tenham voltado ao nível pré-pandêmico.

Desde o início de novembro, os anúncios sucessivos sobre as vacinas contra a covid-19 levaram os investidores a comprar petróleo, confiantes de uma recuperação da demanda no futuro.

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