O primeiro envio aéreo de assistência médica da OMS para o Afeganistão sob o regime talibã

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Menino afegão em Cabul em 30 de agosto de 2021 (AFP/Hoshang Hashimi)

Um avião com assistência médica da Organização Mundial da Saúde (OMS) pousou nesta segunda-feira (30) no Afeganistão.

Em nota, a OMS disse que o avião, fornecido pelo governo do Paquistão, chegou a Mazar-i-Sharif procedente de Dubai com 12,5 toneladas de remédios e material médico a bordo. É o primeiro carregamento de suprimentos médicos a pousar no Afeganistão desde que o país está sob controle do Talibã, disse a OMS.

Na semana passada, a OMS alertou que suas reservas de suprimentos médicos no Afeganistão se esgotariam nos próximos dias, já que não poderia usar o aeroporto de Cabul para seu abastecimento devido ao caos das evacuações.

"Depois de dias de trabalho ininterrupto para encontrar uma solução, estou feliz por poder reconstituir parcialmente os estoques das unidades de saúde do Afeganistão e permitir, por enquanto, que os serviços de saúde apoiados pela OMS possam continuar", disse o Dr. Ahmed al Mandhari, chefe da OMS para o Mediterrâneo Oriental.

As 12,5 toneladas de material, incluindo kits de primeiros socorros, permitem atender às necessidades de saúde de mais de 200 mil pessoas e realizar 3,5 mil cirurgias. O material será entregue diretamente a 40 centros de saúde em 29 províncias afegãs. No momento, mais dois voos estão planejados.

"Agências humanitárias como a OMS enfrentaram enormes dificuldades nas últimas semanas para enviar suprimentos essenciais ao Afeganistão devido a problemas logísticos e de segurança. O apoio do povo paquistanês chega na hora certa e salvará vidas", explicou Mandhari.

A OMS está trabalhando com parceiros para tornar esta remessa "a primeira de uma longa série".

"Uma ponte aérea humanitária é urgentemente necessária para melhorar o esforço humanitário coletivo. Nas últimas duas semanas, a atenção do mundo se concentrou na evacuação do aeroporto de Cabul, mas um significativo trabalho humanitário para atender às necessidades de milhões de afegãos vulneráveis que ficarão no país começa agora", afirmou a organização com sede em Genebra.

apo/grp/pc/jc

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