O problema da eficiência energética em Espanha

A eficiência energética dos edifícios em Espanha é problemática: o país ocupa uma das últimas posições da União Europeia em termos de reabilitação do parque imobiliário e precisar de acelerar para atingir os objectivos do Pacto Ecológico Europeu.

Bruno Sauer, diretor-geral da associação Conselho para a Construção Verde em Espanha: "Temos de renovar, temos de o melhorar porque foi construído numa época passada, dos anos cinquenta e sessenta aos anos oitenta e noventa, nem sempre com tecnologias muito avançadas ou da forma mais qualitativa."

Uma das soluções consiste em melhorar a eficiência dos edifícios residenciais atualmente em contrução, com painéis fotovoltaicos, isolações térmicas e outras tecnologias.

Daniel Diedrich, arquiteto: "Procuramos um elevado grau de isolamento, uma redução absoluta de pontes térmicas, janelas de alta eficiência. E também que os espaços interiores sejam absolutamente herméticos e estanques."

O governo espanhol propôs a renovação de mais de meio milhão de casas até 2026, de um total de 25 milhões no país. Mas é também necessário melhorar a eficiência dos edifícios não residenciais.

A empresa Aire Limpio propõe soluções há duas décadas, baseadas em filtros que reduzem o consumo de energia, bem como programas informáticos que o controlam.

Tomás Higuero, diretor-geral da Aire Limpio: "Dependendo da oscilação da qualidade do ar e da oscilação da ocupação, está sempre a enviar a ventilação correcta, pelo que as poupanças económicas são consideráveis."

A Espanha orçamentou 6800 milhões de euros do fundo Próxima Geração UE para a renovação de edifícios. Mas há outros fatores determinantes para a realização do objetivo.

Bruno Sauer, diretor-geral da associação Conselho para a Construção Verde em Espanha: "Neste momento temos estabelecidas regras e normas e o financiamento por parte da Europa, dois patamares cumpridos. Mas agora, é preciso criar a procura, em pouco tempo, que muitas pessoas queiram reabilitar as suas casas, para juntar os três patamares."

Mas, para Bruxelas, as ajudas vêm com condições, como a redução da dependência de energias não renováveis ou uma boa gestão dos resíduos.