O que é La Niña e como afeta o Brasil?

Há vários fatores que mudam o clima do planeta, mas alguns deles são mais raros e considerados anomalias, como o La Niña.

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Esse fenômeno cíclico dá as caras a cada 3 ou 7 anos e pode durar até 12 meses.

Ele é o responsável pelo resfriamento anormal do Oceano Pacífico, o contrário do que faz o seu parente El Niño.

O La Niña intensifica os ventos alísios, que sopram do leste para o oeste na linha do Equador, e traz a água fria do fundo do oceano à superfície.

Como o Pacífico cobre um terço do planeta, qualquer alteração em sua temperatura afeta o calor e a umidade em diversas regiões.

No Brasil, as chuvas aumentam nas regiões Norte e Nordeste, com possibilidade de enchentes no litoral.

Já no Sul, é o oposto. As chuvas diminuem e causam estiagem, principalmente no inverno.

No Sudeste e Centro-Oeste as mudanças na temperatura são pouco percebidas em anos de La Niña, mas o clima tende a ficar mais seco.

Quem sofre com esse fenômeno são os agricultores, seja pelo excesso ou pela falta de água caindo do céu.

O resultado são colheitas arrasadas, como a soja, que sofreu o maior atraso dos últimos 10 anos em 2021.

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