O que é o transtorno sensorial de Bless, filho de Giovanna Ewbank?

Apresentadora falou sobre a condição durante episódio do "Quem Pode, Pod"

Giovanna Ewbank no
Giovanna Ewbank no "Quem Pode, Pod" e Bless em evento. Foto: Reprodução/Youtube/Beatriz Damy/AgNews

Resumo da Notícia:

  • Giovanna Ewbank revelou que Bless foi diagnosticado com transtorno de processamento sensorial

  • Apresentadora falou sobre a condição durante episódio do "Quem Pode, Pod"

  • Entenda o que é a condição identificada em Bless

Giovanna Ewbank aproveitou a oportunidade do papo com o apresentador Manoel Soares durante o "Quem Pode, Pod", comandado por ela com Fernanda Paes Leme, para abrir coração sobre uma condição de seu filho Bless, de 8 anos.

Pai de seis filhos, Manoel Soares contava sobre o comportamento do herdeiro Ezequiel, que é autista, quando Giovanna fez a revelação sobre o irmão de Titi, de 9 anos, e Zyan, de 2 anos, ter o transtorno de processamento sensorial.

“Durante a pandemia, o Bless começou a ficar muito aéreo [fazendo] algumas coisas que eu achava um pouco estranho, e comecei a achar que ele poderia ter um grau de autismo, até que uma médica em São Paulo o diagnosticou com uma síndrome sensorial. Ele ouve mais do que nós todos, ele sente mais, sente mais cheiro", explicou.

O que é transtorno de processamento sensorial?

Nos comentários de uma das publicações sobre a revelação de Giovanna Ewbank, a terapeuta ocupacional Juliana Bragança corrige o termo usado por Giovanna no calor da emoção e explica sobre o diagnóstico.

"Na verdade, se chama transtorno do processamento sensorial e não síndrome. Isso ocorre quando há um problema na detecção de estímulos e organização desses estímulos no cérebro. O tratamento é feito com terapeuta ocupacional, com uso da abordagem de integração sensorial, que é quem inclusive faz diagnóstico", comentou a profissional da saúde. "Exatamente, Ju. Eu, na hora, estava emocionada e não falei corretamente, mas é exatamente isso", confirmou Ewbank.

De acordo com portal "Neuro Conecta", o TPS é uma condição distinta do autismo, que pode ou não acometer pessoas autistas. Há casos de hipersensibilidade, quando a criança percebe estímulos com mais facilidade, de forma intensa, e é mais sensível a luz, odores e sons, que é o caso de Bless. Assim como há casos de hiposensibilidade, quando é necessário bastante esforço para sentir estímulo e a criança é mais agitada, com pouca resposta à dor e gosta de barulho. Confira alguns sintomas:

  • .Intolerância a algumas roupas ou texturas, o que leva à escolha de vestimentas sem costura, sem etiquetas e prioridade por tecidos que não causem desconforto

  • Intolerância a ruídos, o que inclui até mesmo estímulos menores como latidos de cachorros e causa a falta de concentração com mais facilidade

  • Aversão a alimentos por conta da textura ou cores

  • Dificuldade com habilidades motoras finas, como usar lápis de cera, canetas ou conseguir abotoar roupas

  • Dificuldade com mudanças, o que significa o mal-estar para mudar de ambiente, moradia ou atividades

Em alguns casos, a terapia comportamental também é indicada para lidar com sintomas depressivos ou isolamento da criança por conta do comportamento mais sensível.

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A reação de Giovanna Ewbank

Ewbank contou que chegou a repreender Bless antes de ter noção de seu diagnóstico. “Diversas vezes ele passava, por exemplo, pela cozinha, e falava: 'Ai, que cheiro forte!'. E falava: 'Bless, para com isso, é frescura, filho! É o cheiro da cebola'. Quando ele pisava na grama e falava: 'Me tira daqui!'. E eu falava: 'Filho, para de frescura, é só grama'. Queria muito colo, não gostava de ir para o meio do mato - onde a gente vai muito - porque o barulho das moscas incomodavam ele", relatou, visivelmente emocionada.

Ela lamentou não ter dado atenção às reclamações do garoto, confessou ter se sentido culpada e pediu que pais se atentem aos comentários dos filhos. “A gente teve que entender, observar, se adaptar. E hoje, o Bless vive com essa síndrome sensorial maravilhosamente bem. Mas foi preciso o meu olhar, o olhar do Bruno [Gagliasso], o olhar de vários médicos para que a gente entendesse a condição do Bless e que não era frescura. Poderia pensar que era frescura pelo resto da vida", completou.

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