O que esperar das ações da Petrobras nesta segunda-feira

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O mercado financeiro vai iniciar a semana com todo o foco nas ações da Petrobras. Na sexta-feira à noite, após o encerramento dos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que vai destituir Roberto castello Branco do comando da empresa e substituí-lo pelo general Joaquim Silva e Luna.

O nervosimos do mercado já pode ser percebido com a osilação das ADRs da Petrobras, papéis negociados na Bolsa de Nova York, nesta manhã. A queda é de 13% no pré-mercado, ou seja, antes mesmo da abertura da Bolsa.

Na sexta, após o anúncio de Bolsonaro, as ADRs chegaram a cair 15% no 'after market', ou seja, após o fechamento do mercado nos EUA.

Isso depois de as ações da empresa terem fechado em queda de mais de 7% no horário regular de negociações na Bolsa brasileira, já refletindo declarações do presidente Bolsonaro sinalizando uma intervenção da companhia, sobretudo na sua política de preços de combustíveis.


A queda das ações veio acompanhada de uma enxurrada de relatório de bancos e corretoras piorando suas previsões para o resultado da companhia na Bolsa. Analistas estimam que as ações da empresa tenham forte queda hoje.

A carta, a qual O GLOBO teve acesso é assinada por Devan Kalook, diretor global de ativos da gestora, e Eduardo Figueiredo, diretor da operação brasileira. Os executivos classificaran como negativa a interferência do governo. A informação foi antecipada pela colunista Míriam Leitão.

"Nossa visão de que mudanças no corpo de executivos atual da companhia, sem um devido racional e rigoroso processo, serão tomadas como negativas", diz a carta.

"Enfatizamos também que decisões sobre a nomeação ou substituição de executivos devem ser de exclusiva responsabilidade do conselho de administração da companhia, com ativa participação dos membros independentes, passando por uma análise objetiva de qualificações, em consonância com melhores práticas", completa o documento.

O economista André Perfeito, sócio da gestora Necton Investimentos, destacou em seu relatório para clientes que a decisão do presidente Jair Bolsonaro vai aumentar o nervosismo nos mercados financeiros, o que deverá fazer com que o Banco Central inicie, já em março, um ciclo de aumento da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 2% ao ano.


"Objetivamente podemos supor que a elevação do risco irá pavimentar o início do ciclo de alta da Selic na reunião de março. Já víamos bons motivos para o início do movimento de correção da Selic; o que aconteceu na sexta apenas reforça as tendências observadas", afirmou o economista no documento divulgado neste domingo.