O que fazer quando o animal morre?

Em média, os cães vivem por aproximadamente 12 anos, mas existem casos de animais que chegam aos 20 anos de idade e sem problemas de saúde. A única certeza que se tem é a de que um dia chegará o momento em que o dono terá que dar adeus ao seu companheiro. Durante os anos de convívio, criam-se muitos laços afetivos com o animal, fazendo com que esta hora seja muito dolorida.

Segundo a psicóloga Carolina Torres, no caso de crianças que passam pouco tempo com os pais ou de adultos que optam por não ter filhos, o drama vivido ao perder o cachorro é similar a morte de um parente próximo. O luto neste caso passa pelas 5 fases: negação, raiva, tristeza (que pode chegar a depressão), culpa e a aceitação da perda. No caso das crianças, o ideal é dar a oportunidade para compreender o que está acontecendo com o animal. Normalmente as crianças reagem com mais naturalidade do que os adultos, dando carinho, tendo compaixão, sem culpa ou pena, sendo até mais cuidadosas nos últimos momentos de um bichinho do que alguns adultos conseguiriam ser.

A professora de Inglês, Érica Pucci, viveu este triste momento recentemente quando perdeu a sua pitbull Cailín. A cadelinha de Monte Verde que foi vítima de maus tratos e vivia na rua, apesar de ter 'donos', foi adotada por Érica em 2010. Ao longo de quase três anos as duas tornaram-se inseparáveis. Em julho deste ano, por conta de uma cirurgia para a retirada de um tumor, Cailín pegou uma bactéria oportunista que provocou falência renal. "Ela precisou ser eutanasiada, o que me causa grande culpa até hoje. Estava tão abalada com a situação toda, que não me recordo bem como foi a decisão de permitir ao veterinário que a prefeitura a levasse e não fazer a cremação particular ou enterrá-la. Outro arrependimento esse". Tanto Érica quanto seu outro cão, Pacheco, sofreram muito com sua ausência. E pensando nele, outros dois cães foram adotados.

Não é somente o lado psicológico que precisa de auxílio nessas horas, o lado burocrático também merece atenção. A veterinária Geovana Angelico explica as opções que existem para este momento: "Se seu animal morrer em uma clínica, cabe ao veterinário informar ao dono as possibilidades que ele tem. Alguns locais particulares até oferecem o serviço de remoção e salas para velar o animal. E para quem pensa em enterrar o cão no quintal, um aviso: este procedimento pode contaminar lençóis freáticos, solo ou até transmitir doenças". Confira quais são os serviços oferecidos gratuitamente e os pagos:

Cremação coletiva da prefeitura
O que fazer? - Leve seu animalzinho até uma clínica veterinária que aceite encaminhá-lo para o Centro de Zoonoses. Algumas clínicas cobram taxas para receber e armazenar estes animais, mas o serviço de cremação é gratuito.O que é feito com o animal? - Os animais são colocados juntos em um incinerador (como os usados em cremações humanas) e no final do procedimento as cinzas são descartadas. Por ser uma cremação coletiva, os donos não têm a opção de ficar com as cinzas de seu pet depois.

Cremação particular
O que fazer? - Ligar para o estabelecimento especializado e pedir a remoção (caso necessário), ou levar o animal até o local. Algumas empresas possuem planos em que o pagamento pode ser parcelado com o animal ainda em vida.

O que é feito com o animal? - Depois de ser velado, o cão é levado ao incinerador. Após o procedimento, o dono recebe as cinzas em uma urna - escolhida dentre uma enorme variedade de modelos, tamanhos e preços. Os preços, apenas da cremação, podem variar entre R$ 500,00 e R$ 1.300,00.

Enterro
O que fazer? - Ligar para o estabelecimento especializado e pedir a remoção (caso necessário), ou levar o animal até o local. Algumas empresas possuem planos em que o pagamento pode ser parcelado com o animal ainda em vida.

O que é feito com o animal? - Depois de ser velado, o cão pode ser sepultado com caixão de madeira, papelão tratado ou manto de algodão (pode ser um lençol). O local recebe uma lápide com o nome, data de nascimento e morte do animal e o jazigo recebe jardinagem completa. O valor varia entre R$ 900,00 e R$ 1500,00 e a manutenção anual fica em aproximadamente R$ 130,00.

Projeto de lei autoriza o sepultamento de animais em cemitérios públicos
Este projeto de lei, de autoria dos vereadores Roberto Tripoli (PV) e Antonio Goulart (PSD), prevê que o animal de estimação possa ser enterrado no jazigo ou túmulo de cemitérios municipais, desde que sua família humana tenha um.

Como consta no projeto: "Os animais domésticos atualmente são considerados membros das famílias humanas, principalmente os cães e gatos, com os quais as pessoas mantêm estreitos vínculos afetivos. Quando um deles vem a falecer, além do extremo sofrimento da perda, as pessoas em geral se desesperam sem saber para onde destinar o cadáver".

O vereador Tripoli ainda acrescenta: "Não vai ter nenhuma cerimônia, não vai ter velório, apenas o sepultamento. Se o dono do animal e do jazigo quer assim, devemos atendê-lo. Se o animal é o melhor amigo em vida também pode ser na morte".

Urna em mármore disponibilizada pelo estabelecimento Pet Memorial em São Paulo.



























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