O que foi o genocídio armênio?

O século 20 foi marcado por uma série de genocídios. Um dos mais absurdos, e também mais polêmico, aconteceu com o povo armênio em 1915.

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O território fazia parte do Império Turco Otomano, que no final do século 19 já havia matado cerca de 300 mil armênios.

Com a decadência do Império, sentimentos xenófobos cresceram entre os sultões que o governavam. E tudo piorou quando grupos armênios se aliaram a outras nações contra os turcos na Primeira Guerra, inclusive comemorando as derrotas dos “compatriotas”.

Em março, os líderes do Ittihad, partido que governava a Turquia, criaram uma organização especial, que nada mais era que um esquadrão da morte.

No dia 24 de abril, 600 intelectuais, políticos e religiosos foram presos e executados. Pouco depois, soldados armênios foram convocados para a guerra, mas era uma cilada. Desarmados, eles apenas cavavam trincheiras e eram executados pelos turcos.

Crianças eram encaixotadas e atiradas no Mar Negro, enquanto padres eram amarrados a cruzes e queimados.

Idosos morriam de frio, fome e exaustão no caminho para os campos de concentração. As mulheres eram abusadas pelos soldados e vendidas como escravas, não importava a idade.

Estima-se que 1,5 milhão de armênios foram mortos. Mesmo assim, até hoje a maioria dos países, e o próprio governo turco, não reconhecem o episódio como um genocídio.