O que Lula e Guedes tem em comum? O desejo por moeda única

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Lula e Guedes apoiam a ideia da criação de uma moeda supranacional para a América Latina
Lula e Guedes apoiam a ideia da criação de uma moeda supranacional para a América Latina
  • "Peso-real" poderia ajudar a quebrar a inércia de desenvolvimento da América Latina, afirmou Guedes;

  • Lula acredita que moeda melhorará a integração do continente;

  • Ministro da Economia escreveu um artigo sobre o tema na revista Época, em 2008.

Tanto o ex-presidente e candidato à presidência na corrida deste ano, Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o fundador do BTG Pactual e ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, são vistos em polos opostos pelos eleitores brasileiros. Porém, ambos tem pelo menos uma coisa em comum: o desejo pela criação de uma moeda em comum para os membros integrantes do Mercosul.

A proposta voltou à tona quando, no último sábado, Lula defendeu a criação da moeda unificada para os países da América Latina, como forma de melhorar a integração econômica e as relações políticas dos países do continente.

“Vamos voltar a restabelecer nossa relação com a América Latina. E se Deus quiser vamos criar uma moeda na América Latina, porque não tem esse negócio de ficar dependendo do dólar”, disse durante um discurso no Congresso Eleitoral do PSOL.

Por sua vez, Paulo Guedes defendeu a medida pela última vez em agosto do ano passado, quando afirmou que o Mercosul deveria ter uma integração da moeda, assim como ocorreu no Mercado Comum Europeu. De acordo com o ministro, o Brasil poderia "assumir uma função como a da Alemanha na Europa".

O desejo de Guedes pela moeda unificada é antigo. Há registros do banqueiro falando sobre a medida há quase 15 anos atrás, em 2008, em um artigo para a revista Época. Chamada pelo atual ministro da Economia de "peso-real", a moeda única poderia iniciar um ciclo de reformas que ajudaria a acabar com a falta de crescimento da América Latina.

“A intenção de criar ao longo da próxima década uma forte moeda regional deflagraria 1 ciclo de reformas para assegurar a convergência de políticas tributárias, trabalhistas, previdenciárias, e assim por diante. Essa agenda positiva criada pela busca de uma moeda continental romperia a inércia que trava nossas lideranças políticas e ameaça a dinâmica de crescimento da América Latina”, escreveu em seu artigo.

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