O que mal esperamos para ver no esporte em 2023

O ano passado terminou de forma apoteótica, com o título mundial da Argentina sobre a França em uma atípica Copa às vésperas do Natal. Em 2023, as fortes emoções continuam, com perspectivas de disputas em alto nível no Brasil e no mundo. Depois dos homens, será a vez das mulheres no Mundial feminino. Por aqui, o Brasileirão terá uma edição turbinada pelo retorno à elite de gigantes, alguns deles em versão SAF. Também há expectativas sobre atletas olímpicos que têm feito bonito, como Rebeca Andrade, que estreará nova coreografia, e Piu, que buscará o recorde nos 400m com barreiras, como mostra este guia do GLOBO.

Brasileiro com G12 e SAFs

A Série A de 2023 terá todos os 12 times que tradicionalmente são chamados de grandes — campeões das últimas 35 edições do torneio — , o que não acontecia desde 2019. Isso porque a segundona da temporada passada coroou as camisas mais pesadas: Cruzeiro, Grêmio, Vasco e Bahia.

Além disso, o torneio terá seis times sendo geridos no modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF): Bahia, Botafogo, Bragantino, Cuiabá, Cruzeiro e Vasco. Outros deverão seguir esse caminho ao longo da temporada, o que tornará o futuro do campeonato mais surpreendente e disputado.

Mundial terá Fla e Real

O Mundial de Clubes da Fifa, que seria realizado no fim do ano passado, ficou para este. Entre 1º e 11 de fevereiro, a bola rola no Marrocos com a perspectiva de uma final entre o Flamengo, campeão da Libertadores, e o Real Madrid, vencedor da Liga dos Campeões. Antes, porém, brasileiros e espanhóis precisarão passar por adversários de outros continentes, como Seattle Sounders (EUA), Wydad Casablanca (Marrocos), Al Ahly (Egito), Al Hilal (Arábia Saudita) e Auckland City (Nova Zelândia). Será a última edição no atual formato.

Copa do Mundo feminina

A renovação feita por Pia Sundhage após os Jogos Olímpicos de Tóquio será colocada à prova no Mundial feminino de futebol, entre 20 de julho e 19 de agosto, na Austrália e na Nova Zelândia. Em relação à edição de 2019, nove jogadoras permanecem nas recentes convocações da técnica sueca. A seleção está no grupo F, com França, Jamaica e mais uma adversária, que sairá da repescagem.

Nova era na seleção

Tite deixa a seleção após seis anos e mais um insucesso na Copa do Mundo. Esse movimento representará mudanças profundas no departamento de futebol da CBF e pode levar à contratação do primeiro técnico estrangeiro para a seleção, diante da ausência de unanimidades no futebol nacional.

Rebeca muda coreografia

Ginasta mais completa do mundo em 2022, Rebeca Andrade estreará uma nova apresentação no solo após um ciclo vitorioso com seu “Baile de favela”. O coreógrafo Rhony Ferreira ainda constrói a balada que será a marca da brasileira nos Jogos de Paris-2024. Ele contou ao GLOBO que a música “terá um toque bem brasileiro” e “alguma coisa francesa também”.

Piu na casa dos 45s

Alison dos Santos, o Piu, bronze nos 400m com barreiras em Tóquio, teve uma temporada perfeita em 2022: foi ouro no Mundial e campeão invicto da Liga Diamante, tornando-se o alvo da vez. Ele, Karsten Warholm, atual campeão olímpico e recordista mundial da prova (45s94), e Rai Benjamin, campeão olímpico e mundial, têm tudo para promover briga acirrada pelo novo recorde. Piu acredita que, em 2023, os três correrão na casa dos 45 segundos, algo que só Warholm conseguiu até agora.

Passado x futuro no tênis

Novak Djokovic, jogador dominante na última década, e Carlos Alcaraz, de apenas 19 anos mas já campeão do US Open, devem protagonizar as disputas ao longo do ano. Eles podem se cruzar já neste mês, no Aberto da Austrália. Djoko está de volta ao torneio após a deportação do país em decorrência do imbróglio pela não vacinação contra a Covid-19. Já Alcaraz está recuperado de lesão. Ele estará também no Rio Open, no mês que vem.

Brasileira no top 5 da WTA

Em 2022, Bia Haddad teve a melhor temporada da carreira: começou o ano como 83ª do ranking mundial e terminou como a 15ª, tendo vencido os WTA 250 de Nottingham e de Birmingham. A brasileira tem como meta para 2023 ficar entre as dez melhores, mas o objetivo é até conservador e ela pode ir mais longe.