O que o estudo sobre o suposto 'gene gay' realmente significa para LGBTs

Sophie Gallagher

Uma análise realizada com quase meio milhão de pessoas constatou que não existe nenhum “gene gay” que possa explicar ou ser associado a relações homoafetivas. O que ocorre, em vez disso, é que a sexualidade é influenciada por uma combinação de muitos outros fatores. Entre eles, sociais e ambientais.

O estudo constatou que fatores genéticos respondem por no máximo um quarto do comportamento homossexual em toda a população. Mas isso apenas quando se leva em conta a composição genética total de um indivíduo.

LEIA MAIS:

Mas isso significa que fatores externos influenciam mais do que a composição genética da pessoa? Terá o estudo finalmente respondido se são fatores inatos ou adquiridos que determinam por quem sentimos atração? É preciso mergulhar um pouco mais fundo nas pesquisas para encontrar esta resposta.

O que o estudo analisou?

Publicado na revista Science, o estudo de pesquisadores da Universidade Harvard e do MIT (Massachusetts Institute of Technology) usou dados de 409 mil pessoas cadastradas no projeto UK Biobank e 68.500 pessoas cadastradas na empresa de genética 23andMe.

Pediu-se aos participantes que relatassem se alguma vez já tinham tido relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo. Cerca de 4% dos homens e quase 3% das mulheres disseram que sim. Os pesquisadores destacaram que não enfocaram a identidade de gênero ou orientação sexual e não incluíram pessoas transgênero no estudo.

A partir do momento em que os pesquisadores entendiam a história sexual das pessoas, analisavam seus genomas (sua sequência singular de DNA).

O que o estudo constatou?

Os pesquisadores identificaram cinco variações genéticas específicas especialmente associadas ao comportamento homossexual, incluindo uma ligada ao caminho biológico do olfato e outros ligados aos caminhos dos...

Continue a ler no HuffPost