O que se reservou a mim foi o emprego, diz Bolsonaro sobre gestão da pandemia

RAPHAEL HERNANDES
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***ARQUIVO***BRASILIA, DF, 03.02.2021 - O presidente Jair Bolsonaro, os presidentes da câmara, deputado Arthur Lira, do senado, senador Rodrigo Pacheco, o presidente do STF Ministro Luiz Fux e o PGR Augusto Aras, participam de cerimônia de abertura do ano legislativo no plenário da Câmara dos Deputados. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, 03.02.2021 - O presidente Jair Bolsonaro, os presidentes da câmara, deputado Arthur Lira, do senado, senador Rodrigo Pacheco, o presidente do STF Ministro Luiz Fux e o PGR Augusto Aras, participam de cerimônia de abertura do ano legislativo no plenário da Câmara dos Deputados. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

CASCAVEL, PR (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (4) que o que se reservou ao governo federal no combate à pandemia foi o emprego.

"Desde o começo eu falava que tínhamos dois problemas. O vírus e o desemprego. Reservou-se para mim a questão do emprego. O outro lado não foi", afirmou.

Segundo o presidente, esse "outro lado" passou a ser atribuição dele na forma de "dispensa de meios e recursos para estados e municípios".

"Entendemos que a vida do ser humano, nós, começamos nos municípios e depois Estado e governo federal", disse.

Nesta quarta-feira (3), o Brasil registrou 1.208 mortes pela Covid-19 e 53.233 casos da doença, segundo dados do consórcio de imprensa. Com isso o país chegou a 227.591 óbitos e a 9.339.489 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.

O Ministério da Economia negocia com a nova cúpula do Congresso um plano de medidas econômicas. O governo apresentou uma lista de reformas que considera prioritárias para a área.

A fala de Bolsonaro veio durante a inauguração de um centro esportivo em Cascavel (PR). Ele estava acompanhado do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Lorenzoni deve deixar a pasta da Cidadania, prometida a deputados de partidos do centrão, mas permanecerá próximo a Bolsonaro, na Secretaria-Geral da Presidência. Os assuntos ligados ao Esporte estão integrados à pasta.

Após o evento, o presidente Jair Bolsonaro vai para Florianópolis, onde tem agenda no começo da tarde.

INAUGURAÇÃO

A chegada de Bolsonaro causou aglomeração no aeroporto de Cascavel. Apoiadores do presidente também se reuniram nas imediações do espaço esportivo. Por lá, expuseram caminhões e colocaram cartazes com reivindicações referentes ao processo de licitação do pedágio no estado. Boa parte não vestia máscara.

O grupo que acompanhou o discurso foi mais limitado, dentro do centro de atletismo. Era composto principalmente por autoridades locais, estudantes e atletas, além de apoiadores do presidente.

Até esta terça-feira (2), Cascavel havia anotado 252 mortes e 20.830 casos de Covid-19, segundo a Secretaria de Saúde do município. A ocupação de leitos dedicados a pacientes com coronavírus estava na casa dos 70%. A cidade tem cerca de 330 mil habitantes, segundo o IBGE, e funciona como um polo médico para cidades menores na região.

Bolsonaro tem grande base de apoio no eleitorado cascavelense. Em 2018, recebeu cerca de 60% dos votos na cidade no primeiro turno. No segundo, aproximadamente 70%.

A obra inaugurada por Bolsonaro nesta quinta-feira (4) foi iniciada em 2015, e estava prevista para ser usada como centro de treinamento para atletas estrangeiros na Rio-2016.

O centro de atletismo será explorado por uma faculdade local em parceria com o governo paranaense, para formação de atletas e treinamento de profissionais na modalidade.

A estrutura tem cerca de 8.000 m² e inclui arquibancada, sala para fisioterapia, alojamento, pistas de aquecimento e completa, quadra e área para treino em grama.

Bolsonaro era pentatleta durante a sua juventude, e competia enquanto estava nas Forças Armadas.