Os próximos passos da investigação e o que se sabe sobre o atentado a Jair Bolsonaro até agora

Equipe HuffPost
Candidato à Presidência pelo PSL, Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG) na tarde desta quinta-feira (6).

O agressor confesso do candidato Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira, foi transferido, no início da manhã deste sábado (8), para o presídio federal de Campo Grande (MS). Internado em São Paulo, Bolsonaro continua internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e se recupera "em boas condições clínicas", segundo boletim médico mais recente divulgado pelo hospital Albert Einstein.

Pouco antes das 7h30, segundo o G1, Adélio chegou ao aeroporto de Juiz de Fora (MG), escoltado por policiais federais para ser transferido para um presidio federal. A decisão, também segundo o G1, foi tomada em comum acordo entre a juíza federal Patrícia Alencar, em audiência, o Ministério Público Federal e a própria defesa do acusado. O objetivo é garantir sua integridade física.

Adelio Bispo de Oliveira, que confessou ter dado uma facada em Jair Bolsonaro, é transferido.

Adelio foi descrito como "lobo solitário" pela Polícia Federal, já que confessou que deu uma facada em Jair Bolsonaro "a mando de Deus" e agir sozinho. De acordo com a Folha de S. Paulo, parentes dizem que jamais esperavam de Adélio um comportamento violento. "Nunca foi de arrumar confusão", disse Aldeir Ramos, irmão mais velho.

Na tarde de ontem, sexta-feira (7), Adélio foi novamente interrogado na sede da Polícia Federal, com objetivo de saber se ele realmente agiu sozinho, como alegou no início, ou se teve ajuda de outras pessoas e se o crime teve a participação de um mentor intelectual. Não foram divulgadas novas informações.

Também na tarde de ontem, segundo o jornal O Globo, a juiza Patrícia Alencar, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, sem prazo determinado, escreveu que Adélio representa um risco à sociedade:

"Observo que há, inclusive, notícia nos autos de divulgação do ódio aos ideais defendidos por Bolsonaro, denotando, assim, que se colocado em liberdade apresenta grave risco de reiteração criminosa ao próprio candidato ou a outros."

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