O que vai acontecer com o petróleo em 2023? Entenda

O equilíbrio no mercado de petróleo vai continuar apertado em 2023. De acordo com projeções da Opep, organização que reúne os países exportadores de petróleo, a demanda vai superar a oferta em 1 milhão de barris por dia no ano que vem. Apesar do cenário, o petróleo cai com força nesta terça-feira, com risco de recessão em economias avançadas.

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Por volta das 10h30, o Brent, referência internacional, era cotado a US$ 102,21 o barril, recuo de 4,57%. O WTI, referência nos EUA, caía 4,87%, a R$ 99,02 o barril.

As perspectivas de longo prazo, porém, é que o petróleo volte a subir de preço, com maior procura de gasolina e diesel. Para equilibrar o mercado no ano que vem, a Opep teria que elevar significativamente a oferta de óleo. Mas o cartel não está dando conta nem de atender a demanda atual.

Seus membros não têm investido o suficiente para ampliar produção e estão passando por instabilidades políticas, que também dificultam acelerar a extração de mais barris.

De acordo com o cenário divulgado nesta terça-feira, a demanda global de petróleo vai atingir 2,7 milhões de barris por dia no ano que vem, impulsionada pelo crescimento das economias emergentes. A oferta - desconsiderando a produção da Opep - vai aumentar em 1,7 milhão de barris diários.

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Para que o equilíbrio seja alcançado, a organização teria que produzir 30,1 milhões de barris por dia no ano que vem, o que representaria um acréscimo de 1,38 milhão de barris tendo como base o volume produzido em junho.

Os 13 membros da Opep estão produzindo mais que durante a pandemia. Mas países como Arábia Saudita e Nigéria viram sua capacidade produtiva cair, com problemas operacionais e investimentos aquém do necessário. Outras nações, como a Líbia, enfrentam turbulência política, o que também afeta a produção.

O cartel se comprometeu a elevar o volume produzido em 648 mil barris diários a partir de agosto. Mas nem isso será suficiente para atingir o equilíbrio do mercado global.

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O presidente dos EUA, Joe Biden, tem apelado aos líderes do Oriente Médio para "abrir a torneira". Ele vai visitar os países da região nesta semana. Caso os convença a ampliar a produção, um anúncio poderá ser formalizado em agosto.

Mas analistas têm dúvidas quanto à capacidade de as petrolíferas desses países avançarem na extração do petróleo.

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