O que você pode fazer ao seu redor para diminuir o impacto econômico em época de coronavírus

Cristine Gerk
Especialista sugere consumir serviços de forma online, como aulas de academia, cursos de idiomas, consultas com psicólogos

Ainda não é possível estimar os impactos econômicos da crise desencadeada pelo coronavírus. A responsabilidade para atenuar esses efeitos é das autoridades, mas você, como cidadão comum, pode tentar adotar ações de cidadania ou responsabilidade social para tentar diminuir as perdas de quem está no seu círculo de convívio.

Ricardo Teixeira, professor de Finanças da FGV, diz que uma possibilidade é tentar adotar ferramentas online para manter serviços que você já utiliza e estavam previstos no seu orçamento.

— Consultas que você fazia presencialmente podem ser feitas por Skype ou WhatsApp. Você pode tentar esse esquema com psicólogos, por exemplo, ou até para ter aulas de idiomas ou outros cursos — comenta: — Há serviços que  exigem presença física, braçal, mas para todos os outros você tem condição de adotar opções virtuais. É até bom porque você estará num período de isolamento social, então você pode continuar a interagir com outras pessoas e aproveitar ao máximo o tempo de forma produtiva.

Teixeira acrescenta que ainda é possível pensar em destinar a pessoas necessitadas parte do que você economizará suspendendo gastos no isolamento.

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Especialistas sugerem ainda que os clientes tentem adiar serviços e eventos para datas futuras, em vez de simplesmente cancelar. Outra dica é tentar pagar a diária da faxineira sem vínculo empregatício, mesmo que você dispense o serviço, e comprar de produtores locais, através de delivery, por exemplo.

— Os patrões precisam estudar formas de estimular o home office e reuniões virtuais no máximo de casos possível — reforça: — Os setores de entretenimento de maneira geral serão extremamente afetados, pela solicitação da não presença. Então também é interessante estimular a exibição de peças, a visitação de museus, shows, tudo pela internet.

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Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec, sugere que os clientes de profissionais de atividades físicas também migrem para aulas virtuais:

— O personal trainer pode mandar os exercícios, você faz a série por vídeo, interage — descreve.

Ele também diz que é importante para os profissionais que exercem trabalhos presenciais a saída direta para um serviço certo, pré-agendado, em vez de ficar à disposição na rua.

— Os trabalhadores informais são os mais afetados. Seria interessante que a prefeitura fizesse algum acordo com empresas de transporte coletivo, um subsídio de tributos, preço diferenciado no combustível, para que esses profissionais possam transportar com uma tarifa mais baixa os trabalhadores que não poderão usar o transporte público pelas restrições impostas. É bom que as autoridades pensem em isenção de tarifa de energia e água para as pessoas em casa. Afinal, a pessoa vai ter gasto, poderia haver algum tipo de compensação.

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