O que você precisa saber sobre o balanço financeiro do São Paulo

Em campo, Tricolor de 2021 ganhou o Paulista, chegou às quartas da Libertadores e da Copa do Brasil, e foi 13º no Brasileiro (Rubens Chiri/São Paulo) (Rubens Chiri/São Paulo)

Aumento das receitas, das despesas e da dívida. Quitação de mais de R$ 80 milhões de pendências que poderiam resultar em punições esportivas... Os números do balanço financeiro do São Paulo, em um primeiro momento, podem não parecer positivos, mas é necessário um olhar mais aprofundado para entendê-los e, assim, perceber que há uma perspectiva positiva para o futuro.

Por ser o primeiro ano da gestão Julio Casares, era um período de adaptação e recuperação. O marketing, por exemplo, aumentou a sua receita de R$ 16 milhões em 2020 para R$ 33 milhões em 2021. Para os próximos três anos, já há garantidos R$ 146 milhões, quando antes eram somente 1,2 milhão a receber.

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O programa de sócio-torcedor também evoluiu: foram R$ 7,2 milhões de receita em 2020 contra R$ 9,5 milhões em 2021.

A dívida passou por um processo de reformulação de perfil. O clube tinha R$ 339 milhões em obrigações para pagar em 2021, sendo R$ 155 milhões com instituições financeiras e mútuos (curto prazo). No fim do ano, após uma série de negociações, já havia R$ 274 milhões em dívidas, sendo R$ 92 milhões com instituições financeiras e mútuos (curto prazo).

Ou seja, os débitos a longo prazo, que eram de R$ 235 milhões, passaram para R$ 367 milhões. Dessa maneira, o clube tem uma dívida com mais tempo a ser paga, garantindo fôlego para investir.

Vale destacar ainda que havia uma dívida de R$ 82 milhões de curtíssimo prazo - se o clube não arcasse com esses débitos, poderia sofrer punições na Fifa.

O São Paulo também precisou arcar com acordos judiciais e, sem dinheiro em caixa, se viu obrigado a recorrer aos bancos. No entanto, a maior parte dos acordos acaba em 2022.

Mudanças no time: Para reformular o elenco e, de quebra, sair da fila, o São Paulo precisou fazer investimentos. Para a base, por exemplo, foram contratados 12 atletas. O Tricolor ainda reformulou o contrato de diversos jogadores que eram apostas oriundas das categorias de base, como Talles, Wellington, Nestor, Sara, Igor Gomes e Luan.

"Se a gente tivesse negociado Sara, Nestor e Wellington, que receberam propostas, o clube teria apresentado superávit, e não déficit. Mas optamos por manter esses atletas, projetando um ganho esportivo com o desempenho deles e ascensão no time principal para, depois disso, com mais visibilidade e com ainda mais valor de mercado, ter os valores de eventuais novas propostas potencializados", explica o presidente Julio Casares.

Outros pontos importantes: a troca da comissão técnica e a rescisão de Daniel Alves. Com essas duas alterações, o São Paulo prevê economia de gastar R$ 33 milhões em 2022.

Entre os reforços contratados, está Rigoni, argentino comprado do Elche ao custo de R$ 22 milhões, de acordo com o balanço, com pagamento previsto até dezembro de 2023.

Mais caro? A folha salarial do Tricolor aumentou de R$ 133 milhões para R$ 166 milhões por ano, enquanto os direitos de imagem saltaram de R$ 33 milhões para R$ 52 milhões. Todos os valores incluem rescisões contratuais, como a de Daniel Alves, renovações de contrato e premiações (foram bichos do Brasileirão de 2020 e 2021).

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