O que você precisa saber sobre o que vem por aí nas eleições

Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Simone Tebet terão suas candidaturas oficializadas para as eleições de 2022. (Fotomontagem com imagens de Evaristo Sa/AFP via Getty Images;  Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images; e Sergio Lima/AFP via Getty Images)
Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Simone Tebet terão suas candidaturas oficializadas para as eleições de 2022. (Fotomontagem com imagens de Evaristo Sa/AFP via Getty Images; Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images; e Sergio Lima/AFP via Getty Images)

As convenções partidárias começaram. O primeiro a oficializar a candidatura foi Ciro Gomes, ainda sem vice, numa chapa sem aliados e tentando a presidência pela quarta vez nas eleições de 2022.

Ciro foi o Ciro de sempre. Prolixo, falou de reforma tributária (necessária), fim do teto dos gastos e fim da reeleição.

Ciro é o único focado em proposta de governo. Mas também não deixa de lado a agressividade comparando Lula a Bolsonaro não poupando ataques aos dois.

Já Lula nem foi à sua convenção. Estava em Pernambuco resolvendo brigas regionais. Chamou ao palco em que discursava em Garanhuns o candidato apoiado pelo PT ao governo do Estado Danilo Cabral. Que foi vaiado, pois Pernambuco associa Lula à Marília Arraes. A convenção da esquerda foi mera...convenção.

E, domingo tem a oficialização do presidente Jair Bolsonaro. A confusão já começou. Apoiadores da esquerda tentam esvaziar o evento adquirindo ingressos apenas para provocar a sensação de que está tudo esgotado para que o PR não se mobilize e no dia encontre o salão esteja vazio.

O MDB??? O que esperar do MBD?

É o partido mais pragmático da história brasileira. Tem a candidata Simone Tebet como nome próprio mas em 11 estados (até agora) apoia Lula. Pode até sustentar a candidatura da senadora mas no segundo turno (se houver, e assim espero) certamente vai debandar para outro lado.

E quando digo outro lado não me refiro só a Lula. Se eles acharem que Bolsonaro pode ganhar, sem o menor constrangimento vão mudar ainda.

Pesquisas científicas identificam que a maior parte da população brasileira não tem motivação alguma para participar da política. É o que chamamos de déficit motivacional. Pelo que escrevi até agora, as pessoas teriam motivo para se empolgar?

Como entender uma chapa de Lula com Alckmin que até recentemente eram rivais históricos? Como entender a chapa de Simone Tebet que nem lançou seu nome e já está vendo seu partido articulando outros apoios na sua frente? Nossa política é tão descarada que as coisas nem são feitas pelas costas. Está tudo para quem quiser ver. E se indignar. Que são poucos.

A única certeza que nós temos nesse país, ainda bem, é que de quatro em quatro anos teremos eleições presidenciais. Difícil mudar alguma coisa quando as principais lideranças provocam um caos social e econômico tão forte que desanimam até os mais apegados à política a optarem por não participar dessa lambança toda.

Oitenta por cento dos adolescentes de uma pesquisa publicada na Agência Senado dizem que política é feita “por um grupo de pessoas que são a elite e não estão nem aí para o resto”. Estão errados?

Esses são os mesmos adolescentes questionados que mencionei na coluna de quinta aqui no Yahoo. Os mesmos adolescentes que são inferiorizados por outros que pensam saber votar. Nada poderia ter sido mais certeiro.

Nossos partidos políticos são partidos “pega tudo”. Vale tudo pela manutenção do poder, inclusive, trair seu próprio núcleo.

PSDB e PT andam juntos, MDB esquece que tem nome próprio, presidente governa sem partido porque não faz diferença, mesmo. E assim vamos sobrevivendo numa democracia em eterno desenvolvimento.

Somos o eterno país do futuro. Quando um palhaço entra num palácio ele não vira rei. O palácio vira um circo. Em que ponto chegamos aonde a violência e a deslealdade tomaram conta da política. Não rimos mais de alegria. Rimos de desespero.

E o circo segue pegando fogo.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)

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