O Têxtil na Arte Portuguesa

A Bienal da Arte Têxtil Contemporânea já abriu as portas em Guimarães. O evento ocupou museus, monumentos, praças e espaços ao ar livre. Este ano, o trabalho de 54 artistas internacionais e de dez portugueses vai estar espalhado por 15 locais da cidade.

Para Joaquim Pinheiro, o diretor da Contextile, 2022 “é um ano de balanço de uma década de existência e uma oportunidade para dar um impulso ainda maior na dimensão das exposições e na ligação ao território onde Bienal está inserida”.

Para a diretora artística da Contextile, passados dez anos, este era o momento de se fazer “um ponto de situação, de reflexão”. “O tema, o conceito desta bienal é o ‘remake’ [‘refazer’, na tradução do inglês]. "É uma proposta bastante desafiadora e bastante difícil também, mas era importante repensar aquilo que poderá ser feito de novo e aquilo que poderá ser feito melhor”, salientou Cláudia Melo.

Ibrahim Mahama, um artista ganês, é o convidado desta edição. Desenvolveu duas instalações em espaço público e vai desenvolver um trabalho de colaboração com a comunidade. O artista de 35 anos realçou o trabalho dos voluntários, sobretudo mulheres, e assume estar “curioso” quanto à reação do público, "pois cada um imagina e interpreta a arte de forma diferente".